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Diplomacia chinesa reafirma em Havana o apoio firme a Cuba face ao bloqueio

A China reiterou o apoio ao governo de Cuba face ao recrudescimento do bloqueio imposto pelos EUA, tendo condenado as medidas que violam a soberania e o direito à sobrevivência do povo cubano.

Em Havana, Hua Xin reafirmou o apoio a Cuba, defendeu a soberania da América Latina e Caraíbas, e condenou a agressão militar aos Irão Créditos / PL

Numa conferência realizada em Havana esta segunda-feira, o embaixador da China na Ilha, Hua Xin, opôs-se à pressão externa e à coerção exercidas sobre Cuba, tendo ainda denunciado as restrições ilegais impostas pelos Estados Unidos a Cuba ao longo de mais de seis décadas, que «provocaram um imenso sofrimento ao povo cubano».

Além disso, destacou que o bloqueio recente às importações de petróleo «viola gravemente o direito do povo cubano à sobrevivência e ao desenvolvimento». «A China opõe-se firmemente a isto e condena-o com veemência», declarou o diplomata, citado pela TeleSur.

Sobre o diálogo bilateral entre Havana e Washington, Hua Xin referiu que a China «compreende e respeita» estas conversações, e que apoia a posição cubana de as promover com base «na igualdade e no respeito pelos sistemas políticos, a soberania e a autodeterminação».

«A China está disposta a continuar a cooperar com Cuba na defesa da sua soberania nacional e a apoiar firmemente a Ilha no caminho do desenvolvimento socialista, de acordo com as suas condições nacionais», enfatizou.

Na ocasião, o diplomata detalhou os projectos de colaboração bilateral em curso, especialmente no sector energético, no âmbito dos esforços para aliviar a complexa situação que a Ilha enfrenta na rede eléctrica.

América Latina e Caraíbas, «família de países soberanos independentes»

O embaixador também se referiu às relações entre a China e a América Latina e Caraíbas, tendo questionado as declarações recentes proferidas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na cimeira das Américas.

«A China sempre defendeu que a América Latina e as Caraíbas são uma grande família de países soberanos independentes», afirmou, acrescentando que não são o quintal de nenhum país.

Hua Xin criticou os EUA por, «obstinados na obsoleta doutrina Monroe, generalizarem excessivamente o conceito de segurança nacional», recorrendo à pressão para criar obstáculos à «cooperação normal entre a China e a região».

«No panorama internacional do século XXI, não se devem repetir os velhos guiões do século XIX», disse.

Condenação da agressão militar ao Irão

Questionado sobre o ataque militar recente de EUA e Israel ao Irão, Hua Xin expressou a condenação enérgica do seu país e apelou ao respeito pela soberania nacional.

«Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares contra o Irão sem autorização do Conselho de Segurança da ONU. Isto violou gravemente a soberania e a segurança do Irão e contrariou os objectivos da Carta da ONU», declarou, frisando que a China «se opõe firmemente e condena veementemente este acto».

O diplomata defendeu ainda o respeito pela soberania de todos os países da região, repudiou o «abuso da força» e advogou a não ingerência nos assuntos internos, sublinhando que são «princípios básicos para a solução dos conflitos».

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