«Com profunda tristeza, lamentamos a morte da jornalista mártir Amal Khalil, que foi atacada pelo exército de ocupação israelense enquanto exercia seu trabalho profissional de transmitir a verdade em At Tiri». Foi desta forma que o ministro da Informação libanês, Paul Morcos, deu conta do assassinato realizado pelas forças israelitas durante o cessar-fogo.
O governante garantiu que o Líbano não permanecerá em silêncio e instou a comunidade internacional e as organizações globais a intervirem urgentemente para impedir e prevenir novos ataques: «Atacar jornalistas é um crime atroz e uma violação flagrante do direito internacional humanitário, e não ficaremos em silêncio. Reiteramos nosso apelo à comunidade internacional e às organizações internacionais», disse.
Os ataques dirigidos a Amal Khalil começaram quando a jornalista se encontrava a bordo de um veículo. O seu assassinato ocorreu quando a reporter do jornal Al Akhbar se refugiou dentrrou de uma casa com a sua colega Zeinab Faraj e o imóvel foi bombardeado.
De acordo com a imprensa libanesa, a acção das forças israelitas foi totalmente deliberado. O Centro de Operações de Emergência do Líbano informou ainda que os soldados sionistas dispararam granadas contra uma ambulância da Cruz Vermelha Libanesa para impedir o resgate das vítimas.
«Quando a Cruz Vermelha Libanesa chegou para transportar as vítimas, o inimigo impediu a conclusão da missão humanitária disparando uma granada de som e munição real contra a ambulância. Isso impediu o resgate de Khalil, enquanto Faraj e outros dois corpos foram transportados com sucesso», acrescentou a organização. O corpo de Khalil foi recuperado naquela mesma noite.
O Ministério da Saúde libanês declarou que «o inimigo cometeu uma dupla violação flagrante ao impedir os esforços de resgate de uma cidadã conhecida pela sua actividade nos meios de comunicação civis e ao atacar uma ambulância claramente identificada com o emblema da Cruz Vermelha».
Amal Khalil é a quarta jornalista libanesa assassinada por ataques israelitas em 2026. A repórter tinha recebido ameaças directas através do WhatsApp a partir de números de telefone israelitas, instando-a a abandonar o país se quisesse que a sua «cabeça permanecesse nos ombros» e a cessar o seu trabalho jornalístico.
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