No âmbito das novas ameaças contra Cuba lançadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o governo chinês frisou o seu apoio à maior ilha das Antilhas, tendo exigido a Washington que levante imediatamente o bloqueio e outras medidas coercivas unilaterais.
Quando questionada sobre as novas ameaças de Trump ao povo e ao governo de Cuba, Mao Ning, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, refutou-as, tendo declarado que o seu país apoia firmemente a salvaguarda da soberania e da segurança da Ilha.
Em conferência de imprensa, Mao disse que Pequim se opõe à ingerência externa e instou os EUA a acabarem de imediato com o bloqueio, as sanções e quaisquer outras formas de coerção que exercem sobre Cuba, indica o Global Times.
Do mesmo modo, exortou a Casa Branca a tomar mais medidas que contribuam para a paz e a estabilidade da região.
América Latina tem direito a escolher os seus parceiros de cooperação
Ao ser questionada sobre as afirmações de Trump a indicar que a China e a Rússia só podiam comprar petróleo venezuelano sob controlo norte-americano, Mao Ning disse também que os países latino-americanos são «soberanos e independentes».
Neste sentido, a representante do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros frisou que a América Latina tem direito a escolher livremente os seus parceiros de cooperação.
Destacou ainda que a China continuará a aprofundar a «cooperação pragmática» com os países dessa região, incluindo a Venezuela, e a promover o desenvolvimento comum, refere a Xinhua.
EUA «não têm autoridade moral para apontar o dedo a Cuba»
No domingo, o presidente norte-americano escreveu nas redes sociais que não haveria mais petróleo e dinheiro para Cuba, país ao qual sugeriu que chegasse a «um novo acordo, antes que seja demasiado tarde».
No Twitter (X), o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, disse que, «ao contrário dos EUA, não temos um governo que se envolva em actividades mercenárias, chantagem ou coacção militar contra outros estados».
Rodríguez, que defendeu o direito de Cuba a desenvolver as suas relações comerciais sem a interferência ou a subordinação às medidas coercivas unilaterais dos EUA, denunciou que Washington se comporta «como uma potência hegemónica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança não só em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo».
Mais tarde, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, sublinhou na sua conta de Twitter (X) que «aqueles que transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas, não têm autoridade moral para apontar o dedo a Cuba em nada, em absolutamente nada».
«Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazemos. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, prepara-se, disposta a defender a pátria até à última gota de sangue», enfatizou Díaz-Canel.
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