No documento que divulgou esta segunda-feira, o organismo documenta 525 detenções na Margem Ocidental ocupada, incluindo 21 mulheres e 37 menores, efectuadas pelas forças israelitas durante o mês de Fevereiro.
De acordo com o relatório, as forças de ocupação deram continuidade à sua política de rusgas e detenções em massa nas aldeias e nos campos de refugiados, transformando as casas confiscadas em centros de interrogatório improvisados, refere o portal palinfo.com.
Os detidos foram sujeitos a espancamentos e depois libertados, na sua maioria, com avisos para não participarem em actividades consideradas «incitação» pelas autoridades israelitas.
Entre os menores palestinianos detidos no mês passado, contam-se um de dez anos, da região de Qalqilya, e outro de 12, de Tulkarem, que foram mantidos em cativeiro durante dez dias e sujeitos a tortura, denuncia o documento, que alerta para o aumento do número de detenções entre mulheres e raparigas (21 casos registados, incluindo duas jornalistas), elevando para 70 o número de mulheres presas.
O Centro de Estudos dos Prisioneiros Palestinianos afirmou ainda que, em Fevereiro, o número de presos falecidos nos cárceres da ocupação subiu para 325, incluindo Hatem Ismail Rayyan, de 59 anos e oriundo de Gaza.
Rayyan foi detido em Dezembro de 2024, quando realizava tarefas humanitárias no Hospital Kamal Adwan e faleceu como consequência de torturas e negligência médica, refere a fonte.
Elevado número de detenções administrativas
Outro aspecto destacado pelo relatório é o do elevado número de ordens de detenção administrativa emitido – 709 novas e renovadas –, sem acusação formal e com base nas recomendações feitas pelo serviço de segurança interno da ocupação (Shin Bet).
No que respeita aos presos palestinianos oriundos da Faixa de Gaza, o centro referiu que 57 foram libertados ao longo do mês passado, depois de períodos de encarceramento em que foram submetidos a torturas e tiveram de ser hospitalizados.
De acordo com o organismo, há aproximadamente 2000 presos da Faixa de Gaza nas cadeias da ocupação, com os grupos de defesa dos direitos humanos a alegarem que a prática dos desaparecimentos forçados se mantém.
O relatório sublinha ainda o facto de as condições prisionais continuarem a deteriorar-se, particularmente no período do Ramadão, tendo-se referido a falta de comida, roupa e produtos de higiene, bem como à propagação de doenças de pele, a restrição de movimentos, ao confinamento prolongado nas celas e ao uso de vendas nos olhos durante as transferências.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
