A decisão do secretariado nacional da UGT, reunida esta quinta-feira, foi unânime na rejeição do pacote laboral do Governo PSD/CDS-PP. Entre os dirigentes desta central sindical a votar contra a subscrição de um acordo para a aprovação das alterações à legislação laboral estão vários membros de órgãos nacionais do PSD e dos TSD (Trabalhadores Social Democratas).
Ainda assim, em declarações prestadas à comunicação social, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, garantiu que a central sindical manterá «a sua matriz negocial e de diálogo».
Em resposta à posição anunciada pela UGT, Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, convocou uma reunião de concertação social para dia 7 de Maio, para dar uma nova oportunidade à central sindical de subscrever o pacote laboral. Esta nova ronda negocial surge menos de três semanas depois de a ministra ter declarado o fim do processo negocial, e de uma gigante manifestação na última sexta-feira contra o pacote laboral que Governo e grande patronato querem implementar, o que atesta a força dos trabalhadores.
CGTP-IN: «Não há boa vontade que salve um pacote laboral que já foi clara e repetidamente rejeitado pelos trabalhadores»
Em comunicado, a CGTP-IN, central sindical com maior representação em Portugal, exige a retirada do pacote laboral no seu todo. O que é preciso, defende, é que «as alterações à legislação laboral sejam construídas no respeito dos direitos constitucionais e no sentido da melhoria dos direitos e das condições de trabalho, revogando as normas que já hoje estão na base dos baixos salários e na dificuldade crescente de fazer face ao aumento do custo de vida, na precariedade que do vínculo se transporta a vida e nega a concretização de projectos pessoais e familiares».
E essa luta vai ter expressão já nas comemorações populares do 25 de Abril e do 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, assegura a central sindical, abrindo ainda espaço à convocação de novos protestos nas próximas semanas.
A CGTP-IN apela à «participação massiva dos trabalhadores» nestes momentos de luta, «fazendo destas jornadas mais um momento alto na rejeição do retrocesso social que nos querem impor e de afirmação e exigência das soluções que respondam aos problemas de quem trabalha».
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