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|Grécia

Protesto em Creta contra base naval da NATO

«Queremos um porto do povo, não uma plataforma dos imperialistas», sublinharam os manifestantes, acusando o governo grego de cumplicidade com as agressões ao Médio Oriente.

Conselho Mundial da Paz NATO Creta Grécia mobilização Médio Oriente
Créditos / nuevarevolucion.es

Activistas e representantes de movimentos da paz concentraram-se este sábado em Creta (Grécia) para contestar a presença militar da NATO na base de Souda.

A mobilização, realizada no âmbito de uma conferência internacional promovida pelo Conselho Mundial da Paz em Chania, na zona ocidental da ilha, sublinhou que o porto de Souda deve estar ao serviço da população e repudiou a sua utilização como centro de operações para intervenções dos EUA e da NATO.

Sob o lema principal «Queremos Souda como porto dos povos e não como trampolim dos imperialistas. NATO killers, go home!», o protesto foi organizado pelo Conselho Mundial da Paz e a comissão local do Comité Grego para Détente Internacional e a Paz (EEDYE), e contou com a participação de delegações estrangeiras, nomeadamente do Egipto e de Chipre, indica o portal Nueva Revolución.

Antes de se dirigem à entrada do porto de Souda, os manifestantes reuniram-se junto ao Mercado Municipal de Chania, onde exibiram faixas contra a guerra e o imperialismo, e em louvor da solidariedade internacionalista.

Junto à instalação da NATO, os participantes na iniciativa contestaram a presença de bases militares estrangeiras e denunciaram a cumplicidade do executivo grego com as agressões da NATO ao Médio Oriente. Além disso, diversos oradores intervieram para denunciar o papel destas bases na escalada de tensões regionais.

«Só a luta dos povos pode travar a barbárie»

Mouhammad Hesam, representante egípcio, sublinhou que os povos da região não têm motivos para se dividir e que vão continuar a lutar contra todas as formas de opressão. Por seu lado, Maria Chrysanthou, do Conselho Pan-Cipriota pela Paz, recordou que instalações como as de Souda ou as que existem em Chipre não protegem as populações locais, estando ao serviço de interesses alheios.

Já Stelios Benetatos, do EEDYE, apelou à responsabilidade perante as gerações futuras, tendo-se referido em especial às milhares de crianças vítimas das agressões militares na Palestina, no Líbano e no Irão, enquanto Stavros Tassos, presidente do mesmo organismo, frisou que só os povos organizados podem fazer frente ao imperialismo.

O secretário-geral do Conselho Mundial da Paz, Thanasis Pafilis, entregou uma mensagem às autoridades da base militar, tendo destacado a importância desta iniciativa num contexto de «cheiro a pólvora» na região, onde os acordos de paz são frágeis e as tensões apontam para conflitos de maior dimensão. «Só a luta dos povos pode deter a barbárie», declarou, citado pela fonte.

O protesto deste sábado enquadra-se num esforço mais amplo dos movimentos da paz para denunciar a militarização da ilha mediterrânica e exigir que Souda deixe de ser um enclave estratégico para intervenções estrangeiras.

Também reflecte o descontentamento crescente com a utilização de território grego como plataforma logística para conflitos bélicos, bem como a exigência de encerrar as bases militares da NATO na região.

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