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A poucas horas do início de greve nacional convocada pelas cinco organizações representativas dos trabalhadores

PS, PSD e CDS-PP travam regresso dos CTT à esfera pública

O PS votou ao lado do PSD e do CDS-PP e inviabilizou a recuperação do controlo público dos CTT. Esta sexta-feira, há greve nacional na empresa e uma manifestação de trabalhadores e utentes, em Lisboa.

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Os CTT foram totalmente privatizados em 2014, pelo governo do PSD e do CDS-PP
Os CTT foram totalmente privatizados em 2014, pelo governo do PSD e do CDS-PPCréditosManuel Almeida / Agência LUSA

O grupo parlamentar do PS teve esta tarde uma oportunidade para largar a companhia do PSD e do CDS-PP e aprovar o retorno dos Correios à esfera pública, mas não o fez. Os três partidos chumbaram os projectos de resolução do PCP e do PEV pelo regresso dos CTT ao controlo público, enquanto o deputado do PAN se absteve. A iniciativa do BE, que recomendava que o fim da concessão de serviço público postal mas mantendo a empresa nas mãos de privados só recolheu o apoio de André Silva (PAN).

Em comunicado, o PS justificou o seu lavar de mãos com a aprovação de uma iniciativa sua, em finais do ano passado, que recomendava ao Governo a constituição de um grupo de trabalho para estudar o que fazer quando a concessão do serviço público postal terminar, em 2020.

O PS, no Executivo e no Parlamento, tem contribuído para travar possibilidades de recuperação do controlo público sobre sectores estratégicos da economia nacional, como os Correios (CTT) e as telecomunicações (PT/Altice).

Os trabalhadores dos CTT cumprem um dia de greve nacional a partir da meia-noite, tendo agendado uma manifestação para o início da tarde, em Lisboa, em conjunto com os utentes dos Correios. A greve foi convocada pelos quatro sindicatos com actividade na empresa e com o apoio da comissão de trabalhadores.

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