Num comunicado, a CNA expressou a sua «toda a solidariedade» com as populações e agricultores afectados, descrevendo um cenário de prejuízos generalizados: florestas devastadas, olivais e pomares arrancados, vinhas arrasadas, estufas destruídas, e campos de culturas hortícolas e pastagens completamente alagados. A infraestrutura de apoio também não escapou, com muros, abrigos para animais e armazéns a registarem danos muito significativos.
«A CNA e as suas associadas nas diversas regiões do país reclamam ao Ministério da Agricultura o rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores, a simplificação dos processos administrativos e que as indemnizações e os apoios se concretizem e cheguem de forma célere aos produtores», lê-se no documento.
A organização sublinha que a ajuda não se pode limitar ao «restabelecimento do potencial produtivo». Para além dos estragos físicos imediatos, os agricultores enfrentam «avultadas perdas de rendimento nos próximos meses, e até anos», devido à produção destruída ou fortemente afectada que não chegará ao mercado. Por isso, a CNA exige uma «ajuda excepcional a fundo perdido» para compensar estas quebras de receita.
De acordo com a estrutura, os produtores «já se encontram numa situação de fragilidade, com elevados custos de produção e perdas de rendimentos acumuladas, devido aos baixos preços pagos à produção», sendo que a representou um golpe adicional insuportável para muitas explorações.
Olhando para o futuro, a confederação aproveita para reiterar uma reivindicação histórica: a criação de «Seguros Agrícolas Públicos, adequados à realidade das produções e da Agricultura Familiar», argumentando que os seguros existentes no mercado não servem a maioria dos agricultores.
Por fim, a CNA alerta que, perante a crescente frequência e intensidade de fenómenos climáticos extremos, «o Governo deve trabalhar antecipada e preventivamente em soluções de médio e longo prazos para a estabilidade produtiva e financeira dos produtores».
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