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Posições de Bruxelas «negam» futuro da TAP

O PCP defende medidas excepcionais que garantam à TAP o lugar de empresa estratégica nacional, rejeitando que seja a União Europeia a determinar qual deve ser o futuro da empresa.

«Porque carga de água é que tem que ser a União Europeia a decidir o nosso futuro colectivo e das nossas empresas», questionou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em conferência de imprensa, este domingo, após uma reunião do comité central.

Jerónimo de Sousa afirmou que as posições de Bruxelas sobre a transportadora aérea «não querem determinar o futuro da TAP mas negar o futuro», considerando que são imposições que podem levar a TAP a transformar-se numa «empresa um bocado regionalizada e entregue a uma qualquer multinacional num papel subsidiário».

Perante a crise no sector da aviação por causa da pandemia da Covid-19, os comunistas defendem  medidas excepcionais que permitam à TAP continuar a ser uma grande empresa estratégica, «com um papel importante» no desenvolvimento e economia nacionais, mas protegendo salários e postos de trabalho

«A TAP tem futuro, assim o Governo o entenda», registou Jerónimo de Sousa, acrescentando que a situação da economia portuguesa exigia «um outro nível de resposta» no Orçamento do Estado, que não aconteceu devido à «convergência entre PS e PSD na rejeição de muitas e significativas propostas que o PCP apresentou».

Não obstante, considera que o que se conseguiu incluir no Orçamento pela intervenção dos comunistas «não permite ao Governo PS invocar argumentos para passar ao lado da resposta que se impõe a muitos dos problemas nacionais, que só não terão solução se o Governo não quiser».

Com agência Lusa

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