|Orçamento do Estado para 2017

Encontros com o Governo em vésperas de cimeira europeia

Partidos à esquerda sublinham avanços na negociação do Orçamento

Proposta de Orçamento do Estado para 2017 e pressões europeias dominam encontros entre partidos e Governo em vésperas de cimeira da União Europeia, no final da semana, em Bratislava.

António Costa falou aos jornalistas no final de uma cerimónia de apresentação do quadro de investimento inteligente de Gaia 2016/2018
António Costa falou aos jornalistas no final de uma cerimónia de apresentação do quadro de investimento inteligente de Gaia 2016/2018Créditos

As negociações em torno do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017) já arrancaram e o PS, BE e PCP apontam «avanços» em matérias inscritas nas posições conjuntas. O presidente do PS, Carlos César, afirmou, à saída do encontro com o primeiro-ministro, em São Bento, que «as negociações e o debate preparatório do OE2017 estão a correr muito bem».

Pouco antes, foi o secretário-geral comunista a falar em «avanços, embora limitados». Jerónimo de Sousa lembrou a chantagem europeia em curso para afirmar que é necessário responder «sim ou não em relação à linha de reposição de rendimentos e de direitos».

Catarina Martins, coordenadora do BE, falou em «acordo em matérias importantes», para depois defender que existe «alguma propaganda para pressionar o nosso país», a propósito de uma recente entrevista do ministro das Finanças em que Centeno defendeu que a sua «principal tarefa» é o relançamento da economia e o equilíbrio orçamental.

Críticas à direita

A presidente do CDS-PP desconfia da política de reposição de rendimentos. Depois de se ter sentado durante quatro anos e meio no Conselho de Ministros do anterior governo, em que o País viveu a recessão económica mais profunda dos últimos 40 anos e que fez a dívida pública disparar para perto dos 130% do Produto Interno Bruto (PIB), Assunção Cristas afirmou que «não nos parece que seja o contexto ideal para defendermos que podemos ter políticas mais generosas».

O PSD, que encerrou hoje as suas jornadas parlamentares, será recebido amanhã, quarta-feira. Pedro Passos Coelho sinalizou hoje, no encerramento dos trabalhos do grupo parlamentar do seu partido, que não está disponível para contribuir para o OE2017. «Não podemos fazer compromissos com quem é revanchista», afirmou Passos, numa referência à política do actual Governo.

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