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Não há trabalhadores a mais na TAP, mas sim trabalho a menos

O SITAVA manifestou-se «muito preocupado» com a «lentidão da recuperação da operação» da TAP, defendendo que a companhia «tem que manter uma dimensão próxima da actual» depois da reestruturação.

CréditosRegis Duvignau / Reuters

Depois de uma reunião com a administração, que contou com a presença do Boston Consulting Group (BCG), que será responsável pela reestruturação da TAP, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) manifestou a sua preocupação acerca do futuro da empresa.

«Fizemos saber, em representação dos trabalhadores de terra da companhia, que estamos muito preocupados, e até surpreendidos, com a lentidão da recuperação da operação, quando comparamos com os nossos principais concorrentes», pode ler-se num comunicado divulgado pelo sindicato na passada sexta-feira.

A estrutura representativa dos trabalhadores defende também que «a TAP, para poder continuar a ser útil ao País, aos trabalhadores e à economia nacional, tem que manter uma dimensão próxima da actual».

Sendo este «um negócio onde a escala é determinante para garantir o sucesso, afirmamos perentoriamente que não há trabalhadores em excesso. Poderá haver, isso sim e temporariamente nalguns sectores da empresa, é trabalho a menos, circunstância essa que, como se sabe, cabe inteiramente à administração resolver», pode também ler-se no comunicado do SITAVA.

O sindicato apelou ainda ao «cumprimento da contratação colectiva» e indicou que estará atento «ao cumprimento do Acordo de Empresa».

Enquanto maior accionista da empresa, o Estado português deve honrar «todos os compromissos assumidos» e clarificar «que estratégia tem para a empresa» por forma a cumprir «o seu desígnio de grande exportadora nacional», referiu a estrutura sindical.

Além do SITAVA, também o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) já se reuniram com o Boston Consulting Group.


Com agência Lusa

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