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Porta a Porta critica a promulgação das medidas da direita para a habitação

Para o movimento Porta a Porta, o Presidente da República promulgou medidas para a habitação que vão contra a Constituição da República e agravam os problemas que vivemos no país. 

Créditosfernando veludo / Lusa

O Presidente da República, António José Seguro, é alvo de duras críticas numa nota de imprensa do Porta a Porta que afirma que a sua decisão de promulgar as opções políticas do Governo, Chega e IL para a habitação «vai contra a Constituição da República e agrava os problemas que vivemos no país».

O comunicado acusa o Presidente da República de deixar claro «de que lado está» ao dar luz verde a um conjunto de medidas assentes em benefícios fiscais que, segundo o texto, «mantêm e aprofundam um modelo frequentemente identificado como um dos fatores que contribuem para a atual crise no acesso à habitação».

As opções políticas agora promulgadas já tinham sido alvo de críticas, incluindo a nível europeu, onde foram assinalados «riscos quanto à sua eficácia e à sua adequação face aos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa».

O Porta a Porta relembra, deste modo, que os preços da habitação continuam a crescer muito acima da média europeia, tendo registado aumentos na ordem dos 17% num só ano, entre os mais elevados da União Europeia.

Além destes dados, o movimento recorre ao Instituto Nacional de Estatística para afirmar que a avaliação bancária da habitação aumentou 16,5% em termos homólogos em março de 2026, assim como ao Banco de Portugal que comprovou que os preços da habitação tem vindo a crescer de forma mais acelerada do que os rendimentos das famílias há vários anos.

Foi face a este cenário que o Governo, com o apoio do Chega e IL e CDS-PP optou por «reforçar benefícios fiscais ao setor especulativo, sem medidas estruturais que travem a escalada dos preços ou que ampliem significativamente a oferta de habitação pública», lê-se na nota.

«Em vez de uma inversão de rumo orientada para a acessibilidade, mantém-se um modelo que favorece a valorização contínua do mercado, aprofundando o afastamento entre os rendimentos do trabalho e o custo da habitação», afirma o comunicado.


Por este motivos, e dada a dramática realidade, o Porta a Porta defende que a decisão do Presidente da República «não é neutra». pois «consagra a continuidade de políticas que agravam um dos mais graves problemas nacionais».
 

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