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Mulheres em idade de risco afastadas do rastreio do cancro da mama

A Liga Portuguesa contra o Cancro denuncia que milhares de mulheres em faixas etárias de risco estão impedidas de realizar o diagnóstico precoce do cancro da mama por recusa dos médicos de família. 

Médicos defendem a diminuição de utentes por médico de família
Liga defende que é preciso dar mais informação e formação aos médicosCréditos / CelosOnline

Um despacho do Ministério da Saúde, de Setembro de 2017, passou o rastreio populacional ao cancro da mama dos 45 para os 50 anos, e a indicação de, até aos 69 anos, as mulheres fazerem mamografia de dois em dois anos. O problema, diz a Liga, é o «vazio criado» na faixa etária entre os 40 e 50 anos, e a partir dos 70. 

Em declarações à RTP, o presidente da Liga Portuguesa contra o Cancro recorda que a «idade é risco», agravado pelo aumento da esperança média de vida. O risco, exemplifica Vítor Veloso, é «deixar passar em branco» um cancro inicial e identificá-lo numa fase avançada, que vai custar muito mais ao erário público do que uma simples mamografia. 

Vítor Veloso afirma que as mulheres se sentem «injustiçadas» e defende que é preciso dar mais informação e formação aos médicos de família. Neste sentido, o Núcleo do Norte da Liga avança com uma proposta na Administração Regional de Saúde. O objectivo é aumentar o sucesso do rastreio e reduzir a taxa de mortalidade em 25%.  

O cancro da mama mata diariamente quatro pessoas, em Portugal, onde todos os anos surgem cerca de seis mil novos casos. 

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