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Continua a sangria de trabalhadores do Novo Banco

Mais de 140 trabalhadores saíram do Novo Banco no primeiro semestre deste ano e até Julho foram fechadas 66 agências bancárias, segundo os resultados semestrais divulgados esta sexta-feira.

Os portugueses foram obrigados a suportar as perdas provocadas pelo assalto conduzido pela família Espírito Santo
Os portugueses foram obrigados a suportar as perdas provocadas pelo assalto conduzido pela família Espírito SantoCréditos

No final de Junho, o Novo Banco tinha 5340 funcionários, menos 148 do que em Dezembro do ano passado. Destes, a maior parte estão na actividade em Portugal, 5017, tendo sido aí que houve a maior redução, de 139 pessoas.

Já na actividade internacional, o banco detido em 75% pelo fundo abutre Lone Star tinha 323 trabalhadores, menos nove do que em Dezembro passado.

Quanto a agências, o Novo Banco fechou no primeiro semestre 30 balcões. Em Julho fechou mais 36 agências, pelo que no final do mês tinha 382 balcões em Portugal. Somando a operação nacional e internacional, o Novo Banco tinha no mês de Julho 407 balcões.

No início do ano, o banco liderado por António Ramalho tinha indicado que em 2018 queria encerrar 73 balcões. Quanto a trabalhadores, fontes contactadas pela Lusa disseram que o objectivo é reduzir este ano o número de trabalhadores em mais de 400, usando o programa em curso de rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas, para o qual foram provisionados 134 milhões de euros.

Desde o final de 2014 até Junho deste ano o banco reduziu em 2382 o número de funcionários, face aos 7722 trabalhadores que tinham então. Mas se a comparação for feita face a Agosto de 2014, data da resolução do BES, a redução ainda é maior, já que então o banco tinha 7887 funcionários. 


Com Agência Lusa

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