|Banca

Factura da falência do BES vai subir dentro de dias

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, disse que o Novo Banco, do fundo abutre Lone Star, vai receber 791,7 milhões de euros de dinheiros públicos dentro de dias.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, cumprimenta o director para a Europa da Lone Star, Donald Quintin, com o ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro à direita, durante a assinatura da entrega do Novo Banco ao fundo abutre. 18 de Outubro de 2017
O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, cumprimenta o director para a Europa da Lone Star, Donald Quintin, com o ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro à direita, durante a assinatura da entrega do Novo Banco ao fundo abutre. 18 de Outubro de 2017CréditosTiago Petinga / Agência LUSA

A recapitalização do Novo Banco com fundos públicos já era conhecida, depois de terem sido revelados prejuízos brutais em 2017, fruto da constituição de cerca de dois mil milhões de euros em imparidades, para cobrir buracos no balanço do banco que herdou numerosos problemas do BES.

O valor global a ser suportado pelo Fundo de Resolução, uma entidade pública que ainda detém 25% do capital da instituição financeira, é de 791,7 milhões de euros. A operação deve ser concretizada nos próximos dias, segundo afirmou Mourinho Félix à Lusa, à margem de uma conferência em que participou hoje.

O fundo abutre Lone Star, a quem foi entregue o Novo Banco, vê assim a instituição que detém ser capitalizada com dinheiros públicos, aumentando ainda mais a factura para o erário público com a falência do BES.

O actual Governo aceitou a solução negociada pelo anterior secretário de Estado do PSD e do CDS-PP, Sérgio Monteiro, em nome do Banco de Portugal, que consagrou este mecanismo de capitalização pública em caso de perdas, incluído no contrato de alienação de 75% do capital do Novo Banco à Lone Star.

Ao contrário do que afirmou a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque aquando da falência do BES, o Estado não só não recuperou os 3,9 mil milhões que foram injectados em Agosto de 2014, como a resolução decidida pelo anterior governo continua a custar muitos milhões aos cofres públicos.

Tópico