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CGTP: privatização da TAP é «um ataque à soberania nacional»

A iniciativa do Governo PS, com apoio do PSD, CH e IL, representa «mais um frete à União Europeia e ao grande capital», que vê agora a oportunidade de «lançar mãos à transportadora aérea nacional», considera a central sindical.

António Costa e Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, encontram-se à margem de uma reunião em Bruxelas. 19 de Janeiro de 2023 
António Costa e Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, encontram-se à margem de uma reunião em Bruxelas. 19 de Janeiro de 2023 CréditosStephanie Lecoqc / EPA

Não seria apenas uma «afronta ao desenvolvimento do país» vender, integralmente, a TAP, tal como foi decidido recentemente pelo Conselho de Ministro do Governo PS. Um tal desfecho representa um ataque a todos os trabalhadores da companhia e o trabalho que vêm desenvolvendo à largos anos, ainda que permanentemente acossados pelas constantes ameaça de privatização.

O contributo da TAP para a economia nacional «é incontornável», defende a CGTP-IN, em comunicado enviado ao AbrilAbril. «Seja no plano da dinamização do turismo, no que representa de âncora para outras empresas que com ela estabelecem relações comercias, seja no plano do emprego, da fiscalidade ou mesmo das contribuições para a Segurança Social», a importância da TAP faz com que a sua hipotética privatização «seja um crime económico».

Ao contrário do que já vem sendo apanágio, com sucessivas direcções apostadas, exclusivamente em vender património, cortar remunerações e preparar a empresa para a venda ao capital estrangeiro, deixando as questões de soberania à mercê de grandes empresas estatais estrangeiras (como a Air France - KLM, uma das principais interessadas na negociata a preparar pelo Governo de maioria absoluta PS), a empresa deve, sim, ser gerida com uma «estratégia social e de desenvolvimento» pública, «subordinada ao interesse nacional».

«A CGTP-IN reforça o seu empenhamento na luta por uma TAP pública. Uma luta que é dos trabalhadores da companhia aérea, mas também de todos os trabalhadores, das populações e das comunidades».

«Organizados» e convictos de que a razão está do lado de uma TAP pública, ainda com a memória presente das consequências desastrosas das anteriores privatizações (seja da TAP ou de outras empresas de sectores estratégicos do Estado colocados ao serviço dos lucros e dos dividendos), a CGTP reafirma o «compromisso dos trabalhadores em defesa do futuro de Portugal, em defesa de uma TAP pública e ao serviço do desenvolvimento soberano do país».

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