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Caixa planeia venda de vários imóveis em Lisboa

O banco público junta-se aos privados e vai alienar o seu quarteirão na Baixa lisboeta. Venda insere-se no plano para fazer encolher a Caixa imposto pela Comissão Europeia e aceite pelo Governo.

Paulo Macedo e Rui Vilar na apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos
Paulo Macedo e Rui Vilar na apresentação dos resultados da Caixa Geral de DepósitosCréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

A venda de três imóveis da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa, incluindo o quarteirão da Rua do Ouro, foi anunciado pela imobiliária de luxo a quem foi entregue a mediação pelo banco público, a norte-americana Cushman & Wakefield.

Para além da CGD, o BPI e o BCP já venderam os seus edifícios naquela rua: o primeiro anunciou a alienação na semana passada por 66 milhões de euros e o segundo vendeu ao grupo hoteleiro Sana.

A Rua do Ouro, cuja ocupação pela banca remonta ao século XIX, deve ver surgirem novas unidades hoteleiras (como será o caso do edifício do BCP) ou habitações de luxo, com a saída de três dos principais bancos nacionais dos edifícios que actualmente ocupam.

Para além do quarteirão da Baixa de Lisboa, estão para venda outros dois terrenos aptos para construção, junto à sede do banco público, na Avenida João XXI, e em Telheiras.

A alienação do património da Caixa faz parte do plano de reestruturação que Bruxelas impôs para que a recapitalização pública se fizesse, aceite pela administração liderada pelos ex-ministros Paulo Macedo (PSD/CDS-PP) e Rui Vilar (PS), assim como pelo Governo do PS.

Recorde-se que, desde que entrou em funções, a actual equipa de administração já encerrou cerca de 130 agências por todo o País. Segundo o plano de reestruturação, a Caixa deve chegar a 2020 com 470 a 490 balcões, o que significa uma redução para quase metade numa década – em 2010 eram 869.

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