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Caixa junta despedimentos ao fecho de balcões

Depois de, em 2017, ultrapassar a meta de despedimentos imposta por Bruxelas, a administração da Caixa Geral de Depósitos acelerou ainda mais o ritmo nos primeiros cinco meses do ano.

Paulo Macedo e Rui Vilar na apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos
Paulo Macedo e Rui Vilar na apresentação dos resultados da Caixa Geral de DepósitosCréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

Entre Janeiro e Maio, saíram 347 trabalhadores do banco público, depois de, no ano passado, as saídas terem sido 547, de acordo com o Expresso. O plano para encolher a presença e a quota de mercado da Caixa, imposto pela Comissão Europeia no âmbito do processo de recapitalização pública do banco, prevê uma redução média de 500 trabalhadores por ano, até 2020.

Estes número vêm juntar-se ao encerramento de 70 agências até ao final do ano, quase todas neste mês. Entre 2010 e 2017, o banco público encerrou mais de 200 balcões e, no mesmo período, saíram cerca de 2000 trabalhadores. Cerca de metade desta redução foi feita nos últimos três anos.

Segundo informações recolhidas pela Lusa, algumas das localizações das agências a encerrar são Alhandra, Carregado, Castelo Branco, Estarreja, Lamego, Loures, Odemira, Pombal, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real e Viseu – sendo muito mais abrangentes do que insinuava o comunicado da semana passada, que remetia os encerramentos para a «Grande Lisboa e Grande Porto».

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