A inflação continua a corroer o rendimento das famílias e o MURPI alerta que a maioria dos reformados e pensionistas «não aguenta». «A situação social e económica da grande maioria dos reformados e pensionistas não aguenta a escalada de aumentos de preços dos bens essenciais, nem as dificuldades sentidas na saúde que não permitem viver com dignidade», afirma num comunicado.
A confederação rejeita a via do pagamento único de um «bónus», suplemento extraordinário concedido nos últimos dois anos, por considerar que não resolve o problema estrutural. «A atribuição de bónus não é solução! Só um aumento intercalar para já e sem demoras permitirá mitigar os impactos do custo de vida e assegurar um aumento do valor das pensões», sublinha.
«Nem o Governo se compromete com o "bónus", nem o bónus resolve a situação», critica o MURPI, perante a inacção do executivo. No mês de Abril, o primeiro-ministro afirmou no Parlamento que ainda «é cedo» para aprovar novo suplemento extraordinário. «Vamos primeiro colocar o país no trilho certo. A crescer com mais robustez e a ganhar, do ponto de vista económica, fôlego para tomar uma decisão dessas», alegou Luís Montenegro.
Perante isto, o MURPI estará esta quinta-feira em vários pontos do País a exigir um aumento intercalar a partir de Julho, melhores pensões e mais saúde e justiça social. Para a capital está prevista uma concentração em frente da escadaria da Assembleia da República, a partir das 15h.
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