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Lusa: o dia em que as notícias vão (quase) parar

Os serviços da Lusa que o Governo quer desmantelar são usados por praticamente todos os órgãos de comunicação social em Portugal, dos maiores aos mais pequenos. Trabalhadores da agência avançam com greve no dia 20.

Créditos / SITE CSRA/CGTP

Salvaguardar a «autonomia da Lusa» é, em todos os sentidos, salvaguardar a «liberdade de imprensa e de informação» em Portugal. Num país em que as redacções (as que ainda sobrevivem) estão cada vez mais diminuídas, precarizadas e subfinanciadas, o trabalho da agência Lusa assume contornos de excepcional importância, assegurando uma cobertura ampla da realidade portuguesa.

O Estado português, ao ter adquirido a totalidade da agência Lusa em Novembro de 2025, tinha uma oportunidade única para «reforçar o papel de referência da Lusa enquanto prestador de serviço público de jornalismo, para criar mecanismos de protecção da independência editorial face a ingerências externas e para valorizar os trabalhadores», refere, em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas (SJ). O PSD/CDS-PP fez exactamente o contrário.

Neste momento, a Lusa está a ser alvo de um plano de rescisões voluntárias e de um plano de transferência das suas instalações para o campus da RTP, o que pode «diminuir a independência funcional da agência e levar, a prazo, ao seu desmantelamento», defendem os trabalhadores da agência, em plenário. A larga maioria dos trabalhadores presentes nesta acção aprovaram a decisão de avançar com uma greve no dia 20 de Maio.

Os trabalhadores da Lusa exigem também a imediata negociação do caderno reivindicativo, «numa altura em que já foi ultrapassado o prazo legal para o Conselho de Administração apresentar uma contraproposta» e uma revisão dos novos estatutos da empresa - estatutos esses que abrem a porta à «influência política e de governamentalização» da agência, refere o SJ, «ferindo a protecção de independência dos jornalistas».

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