A concentração deste domingo, promovida por associações de solidariedade com Cuba e diversas organizações sociais no Estado espanhol, denunciou de forma particular o cerco energético imposto pela actual administração norte-americana, com recurso a sanções e pressões sobre terceiros países e empresas, para impedir a chegada de combustível ao país caribenho.
Os presentes sublinharam que, com essa política, Washington pretende provocar o colapso económico da maior ilha das Antilhas e aumentar o sofrimento da sua população, refere o portal cubainformacion.tv.
Além das críticas ao recrudescimento do bloqueio que os EUA impõem a Cuba, foram também alvo de repúdio as ameaças reiteradas ao país caribenho, incluindo a de uma eventual intervenção militar, bem como a inclusão da Ilha na lista unilateral de países que, de acordo com Washington, alegadamente patrocinam o terrorismo.
«Deixem Cuba em paz»
Em declarações à imprensa cubana, Araceli Escudero, membro da Coordenadora Estatal de Solidariedade com Cuba em Madrid (CESC-Madrid), explicou que a iniciativa tinha como objectivo denunciar «o acosso norte-americano» à Ilha num momento especialmente complexo para o país caribenho.
«Queremos que os Estados Unidos deixem Cuba em paz de uma vez e acabe com o cerco petrolífero. Estamos contra o bloqueio e contra a inclusão nessa lista, porque Cuba é um país que resiste há muito tempo», disse.
Escudero, que também é membro da Plataforma Bolivariana de Solidariedade, alertou ainda para o perigo de uma escalada militar, na sequência da recente intervenção norte-americana na Venezuela, tendo afirmado que os movimentos solidários exigem a Washington que «deixe viver o povo cubano sem asfixia económica ou ameaças de guerra».
«Estamos com Cuba e vamos fazer tudo o que for possível para acompanhar este país heróico e para que não haja uma invasão», declarou à Prensa Latina, sublinhando que as organizações solidárias no Estado espanhol querem um maior envolvimento internacional no apoio a Cuba e ao seu povo, lembrando que a Rússia foi o único país a enviar um petroleiro, cuja carga «tem um alcance limitado no tempo».
Na sequência da concentração, pessoal diplomático da Embaixada de Cuba em Madrid veio à rua para agradecer aos manifestantes a solidariedade e o apoio demonstrados, bem como o repúdio pelas medidas com as quais Washington pretende asfixiar o povo cubano.
Solidariedade com a Ilha em Basileia
Membros da Associação Suíça-Cuba levaram a cabo uma acção de apoio ao país caribenho junto à Catedral de Basileia, este domingo, no âmbito da campanha solidária que realizam nos dias 17 de cada mês contra o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA.
Os activistas suíços voltaram a denunciar o recrudescimento das sanções, das medidas de asfixia económica e das ameaças norte-americanas contra Cuba – o oposto da aproximação que foi anunciada a 17 de Dezembro de 2014 pelos então presidentes dos EUA e Cuba.
No contexto da iniciativa, que teve lugar nas imediações da catedral, foram estendidas faixas em várias línguas, com inscrições como «Contra o ódio e as mentiras de Miami», «Parem as agressões dos EUA contra Cuba e a Venezuela», «CIA, detém a tua subversão constante» ou «Fairplay para Cuba».
Além disso, refere o cubainformacion.tv, foram mostradas no chão as cem principais sanções impostas por Washington contra a Ilha.
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