Passar para o conteúdo principal

|Bolívia

Conaie solidariza-se no Equador com o «povo irmão da Bolívia»

A maior organização indígena equatoriana expressou o apoio à mobilização do povo boliviano «em defesa dos seus territórios, direitos colectivos e a plurinacionalidade».

Créditos Luis Gandarillas / EPA

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) manifestou a sua «solidariedade fraterna» aos «povos indígenas, originários, camponeses, trabalhadores e sectores populares» que, na Bolívia, participam nos protestos para exigir a renúncia do actual presidente, Rodrigo Paz.

Na sua conta de Twitter (X), a maior organização indígena do Equador divulgou um comunicado de apoio à luta que na Bolívia se trava, «face à crise económica e social que atinge a nossa região».

No mesmo posicionamento, a Conaie condenou a repressão e a criminalização do protesto social levadas a cabo pelo governo boliviano, denunciando ainda «graves violações dos direitos humanos» sofridas por aqueles que defendem os seus recursos e a estabilidade económica.

Segundo refere a TeleSur, as acções com vista a travar o rumo neoliberal que o actual governo pretende consolidar são lideradas pela Federação de Camponeses de La Paz Túpac Katari e a Central Obrera Boliviana (COB), havendo mobilizações e bloqueios em vários pontos do país sul-americano.

Entre outros aspectos, os manifestantes exigem a demissão de Rodrigo Paz, tendo em conta a imposição de políticas que consideram opostas ao interesse do povo, favorecem o capital privado e desmantelam serviços públicos essenciais.

Aos protestos promovidos por organizações sindicais e comunidades originárias, juntaram-se grupos afins ao ex-presidente Evo Morales, que na segunda-feira chegaram a La Paz, no âmbito da chamada Marcha pela Vida.

Também chegaram à capital milhares de manifestantes provenientes de El Alto, exigindo a demissão de Rodrigo Paz. Registaram-se confrontos com a polícia, que tentou dispersar os manifestantes com disparos de gás lacrimogéneo e efectuou mais de cem detenções, refere a Prensa Latina.

Neste contexto, o dirigente da Marcha pela Vida, Feliciano Vagamontes, denunciou à imprensa que existe um plano para aumentar a repressão sobre a população mobilizada em defesa dos seus direitos e que o ministro da Defesa, Raúl Marcelo Salinas, autorizou os militares a usarem munições de guerra contra eles.

Entretanto, na região do Trópico de Cochabamba, milhares de pessoas continuam a proteger Evo Morales, procurando evitar que seja detido.

Os governos do Equador, Argentina, Chile, Costa Rica, Guatemala, Panamá, Paraguai e Peru emitiram um comunicado conjunto em que condenam aquilo que designam como acções para «desestabilizar a ordem democrática e constitucional».

Já o presidente da Colômbia afirmou nas redes sociais que «jamais defenderá a repressão contra o povo boliviano». 
 

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui