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|Cuba

«Cuba não está sozinha», também na Índia

Numa iniciativa em Nova Déli organizada por partidos de esquerda, Bruno Rodríguez apelou ao reforço da solidariedade com a Ilha a nível mundial, destacando a firmeza do povo cubano na defesa da soberania.

Créditos Sushil Kumar Verma

Sob o lema «Cuba não está sozinha», partidos progressistas e de esquerda promoveram este sábado uma iniciativa solidária com o país caribenho na capital indiana, que contou com a presença do ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez.

Este agradeceu ao povo indiano a solidariedade sempre demonstrada com o seu país e recordou a campanha levada a cabo pela esquerda indiana nos anos 90 do século passado, que culminaria com o envio para a Ilha de toneladas de cereais.

Na sua intervenção, Rodríguez denunciou que o bloqueio económico e as ameaças militares de Washington contra Cuba minam os princípios fundamentais do direito internacional e devem servir como aviso ao mundo.

Apesar dos desafios que o país caribenho enfrenta, o diplomata destacou que as tentativas da actual administração norte-americana para legitimar as «bárbaras e brutais» medidas de punição colectiva estão condenadas ao fracasso, indica o Peoples Dispatch.

Sublinhou igualmente que as ordens executivas firmadas por Donald Trump a 29 de Janeiro e 1 de Maio deste ano, alegando que Cuba é uma «ameaça inusual» à segurança nacional dos EUA, são «mentiras desesperadas inventadas para justificar o sonho há muito alimentado de mudança de regime».

Bloqueio com grande impacto, mas EUA continuarão a fracassar

No que respeita ao impacto do recrudescimento do bloqueio imposto pelos EUA a Cuba, Bruno Rodríguez destacou as sérias consequências que está a ter em sectores como a saúde, os transportes e a energia, com grande parte da população sujeita a apagões.

Classificando o recrudescimento do bloqueio como «um acto de genocídio», o ministro cubano sublinhou que o povo cubano vai continuar a resistir e alertou os EUA para determinação de um povo em lutar contra a agressão externa e em proteger a sua revolução e soberania.

Bruno Rodríguez refutou ainda as narrativas da imprensa imperialista sobre alegados fracassos do sistema socialista no seu país, tendo referido que as pessoas dentro e fora de Cuba sabem que «não se trata de um Estado ineficaz», mas de um Estado perseguido e atacado para minar a revolução cubana, indica a fonte.

Neste sentido, observou que os EUA «fracassaram até agora» em Cuba precisamente «por causa da justiça social e do modelo socioeconómico e político socialista centrado no ser humano» e que irão fracassar também no futuro.

Díaz-Canel denuncia novas agressões dos EUA a Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou esta segunda-feira as novas medidas anunciadas pela administração norte-americana, por via do Departamento do Tesouro, contra vários políticos, funcionários e militares do país caribenho.

«Na direcção do nosso Partido, Estado, Governo e suas instituições militares, ninguém tem activos ou propriedades que proteger sob jurisdição norte-americana», escreveu o chefe de Estado na sua conta de Twitter (X).

«A retórica anti-cubana do ódio procura fazer crer que existem para justificar a escalada da sua guerra económica total», declarou Díaz-Canel, sublinhando que não existem provas que sustentem as acusações contra as autoridades cubanas e que «o governo dos EUA o sabe de sobra».

Díaz-Canel afirmou ainda que Cuba vai continuar a denunciar «do modo mais firme e enérgico» aquilo que classificou como «cerco genocida» para «estrangular o nosso povo».

Neste sentido, considerou «imoral, ilegal e criminosa» a ordem executiva norte-americana que «persegue e ameaça terceiros» que queiram vender combustível a Cuba ou investir no país.

«O castigo colectivo a que o povo cubano está a ser sujeito é um acto de genocídio que deve ser condenado pelas organizações internacionais», afirmou o presidente de Cuba, defendendo que os seus promotores devem ser processados.

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