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Venezuela repudia sanções impostas pela UE

Num encontro com representantes diplomáticos europeus, o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano denunciou as sanções impostas esta segunda-feira pela União Europeia (UE), que classificou como uma tentativa de «romper o diálogo» no país.

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Jorge Arreaza, ministro dos Negócios Estrangeiros da República Bolivariana da Venezuela
Jorge Arreaza, ministro dos Negócios Estrangeiros da República Bolivariana da VenezuelaCréditos / chile.embajada.gob.ve

Jorge Arreaza, ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, reuniu-se esta terça-feira, em Caracas, com representantes diplomáticos de países-membros da UE acreditados no país caribenho, tendo-lhes exigido que «travem as acções unilaterais contra a economia venezuelana, uma vez que atingem directamente o povo e constituem um retrocesso para o processo de diálogo entre representantes do governo e da oposição», informa a AVN.

Arreaza referia-se às sanções ontem adoptadas, por unanimidade, pelo Conselho dos Negócios Estrangeiros da UE, no contexto da política de ingerência e pressão contra a soberania do povo venezuelano, por parte da UE, que continuamente afronta o governo legítimo da República Bolivariana e desrespeita a sua ordem constitucional.

A acção integra-se na operação de desestabilização e bloqueio económico, financeiro, político e diplomático contra a Venezuela que tem vindo a ser promovida pela administração norte-americana, e o ministro não deixou passar esse facto em claro, denunciando perante representantes de países como Alemanha, Áustria, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal e Reino Unido, que as sanções impostas contra a Venezuela são praticamente iguais às impostas pelos Estados Unidos, indica a TeleSur.

O diplomata disse lamentar que a UE siga o libreto intervencionista ditado pelos EUA «com o objectivo de romper o processo de diálogo na Venezuela» e perguntou aos presentes: «Em que é que isto contribui para o diálogo? Como é que ajuda a Venezuela? Como é que ajuda o povo? Como que é ajuda as centenas de milhares de portugueses, espanhóis, italianos e de outras nações aliadas europeias que vivem e convivem, viverão e conviverão connosco na pátria bolivariana?»

«O governo da Venezuela não vai permitir que a soberania do seu povo seja agredida», declarou.

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