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Venezuela condena renovação da política de sanções pela UE

Condenando de forma categórica o anúncio da União Europeia (UE), o governo de Caracas afirma que se trata de «uma nova manifestação de arrogância neocolonial, ilegal e hostil».

Milhares de apoiantes do processo bolivariano, no final da marcha pela independência e soberania nacional, na Avenida Bolívar, Caracas (Venezuela), a 19 de Abril de 2017
A Venezuela rejeita e condena a política de sanções, bem como a intromissão nos seus assuntos internos CréditosCristian Hernández / EPA

Num comunicado divulgado segunda-feira à noite (madrugada em Portugal) pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, a diplomacia venezuelana expressou a sua oposição veemente ao anúncio da UE de «reiterar a ilegal política de sanções» contra o país sul-americano.

Tal decisão, refere o texto, «vai na direcção oposta ao estabelecimento de um programa de cooperação política, social e económica» entre o bloco regional europeu e o Estado venezuelano.

Caracas acusa a UE de insistir «nas suas práticas abusivas, sem aplicar qualquer correcção ao seu errado intervencionismo contra a Venezuela». Ao proceder de tal modo, «obvia a rejeição internacional à aplicação destas medidas extorsivas, que violam os direitos humanos dos povos e a soberania dos países».

O Ministério exigiu «o fim integral e incondicional das medidas coercivas unilaterais da UE, bem como de qualquer outro mecanismo de chantagem que vise interferir no desenvolvimento livre e soberano do processo político venezuelano».

Da parte de Caracas, não se encara a possibilidade de estabelecer «um diálogo sincero, respeitoso e produtivo» enquanto a UE persistir na sua política de hostilidade.

Recorde-se que, em Novembro de 2023, a UE tinha renovado as sanções ao país sul-americano por um período de seis meses, até 14 de Maio de 2024. Agora, o bloco decidiu manter as sanções até 10 de Janeiro de 2025, retirando da lista de visados, de forma provisória, quatro funcionários, refere o portal poder360.com.br.

O governo venezuelano afirmou que se trata de uma «acção criminosa» e um «novo acto de agressão neocolonial», e reservou-se o direito a tomar as medidas de carácter político e diplomático que considerar necessárias.

Por seu lado, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou na sua conta de Twitter (X) que «o mais repugnante do complexo ilegal de sanções imperialistas são os seus dois pesos e medidas, e a selectividade geopolítica».

«A União Europeia foi exposta. As sanções ilícitas são contra os seus adversários políticos, contra aqueles que defenderam a democracia, os direitos humanos e a paz na Venezuela», declarou.

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