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Intervencionismo do G7: a Venezuela não gosta e Cuba também não

Se Yván Gil criticou a figura «pobre e ridícula» que o G7 faz à frente do «decadente imperialismo», Bruno Rodríguez denunciou as tentativas de ingerência do grupo nas eleições que se avizinham na Venezuela.

Mural «chavista» em Caracas
Créditos / greenleft.org.au

Logo após o G7 (Grupo dos Sete), no seu recente conclave no Sul de Itália, ter apelado à realização de eleições «competitivas e inclusivas a 28 de Julho» no país caribenho, o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, escreveu na sua conta de Twitter (X) que «o decadente imperialismo jamais tinha tido tão pobre e ridícula liderança como a que hoje exibe o G7».

Na declaração conjunta do grupo que inclui Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido, não faltou uma secção de comentários «anti-Venezuela bolivariana», na qual se condena o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país sul-americano por ter retirado o convite feito à missão de observadores da União Europeia (UE) para as eleições presidenciais.

A este propósito, o chefe da diplomacia venezuelana afirmou: «Rejeitados pelos seus próprios povos, pretendem recorrer a práticas coloniais e meter-se em assuntos que não lhes concernem».

«A nossa Democracia Revolucionária dir-lhes-á neste 28 de Julho, novamente, que somos livres e soberanos e que os seus lacaios Não Voltarão!», escreveu ainda o ministro na rede social.

Recorde-se que, no final do mês passado, a mais alta instância eleitoral da Venezuela revogou o convite que havia dirigido à UE em Março para participar como observador nas próximas eleições presidenciais, depois de o bloco europeu ter anunciado que prolongaria até 2025 as medidas coercivas unilaterais contra o país.

O CNE considerou que «seria imoral» permitir a participação do bloco europeu nas eleições referidas, tendo em conta «as suas práticas neocoloniais e de intervencionismo» contra o país sul-americano.

Esclarecendo que a medida foi tomada «no exercício da nossa soberania e dos interesses do povo», o organismo afirmou que a presença da Missão Europeia de Supervisão Eleitoral não seria bem-vinda «num processo eleitoral tão importante para a democracia, a paz da nação venezuelana e do mundo».

Cuba rejeita tentativas de ingerência do G7 na Venezuela

Também na sua conta de Twitter (X), o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou esta segunda-feira «os intentos de ingerência do G7 na Venezuela», referindo que este bloco procura «impor os seus interesses imperialistas e neocolonizadores» ao país sul-americano.

Rodríguez partilhou as declarações que o seu homólogo venezuelano, Yván Gil, havia realizado na mesma rede logo na sexta-feira à noite (sábado de madrugada em Portugal) e reafirmou o apoio total de Cuba à «Revolução Bolivariana e Chavista».

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