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Trabalhadores uruguaios continuam a mobilizar-se pelas empresas públicas

Os sindicatos que integram a federação do sector dos combustíveis anunciaram uma jornada de luta, para esta terça-feira, em Montevideu, em defesa da empresa estatal Ancap e da soberania nacional.

Mobilização no Uruguai (imagem de arquivo) Créditos / PIT-CNT

No âmbito da jornada de greve que hoje tem lugar, os trabalhadores vão realizar concentrações em vários locais de trabalho, juntando-se depois na Refinaria de La Teja para partir daí, em caravana, até à Praça da Independência, no centro de Montevideu.

A greve e a mobilização desta terça-feira são uma expressão de «defesa da soberania» face a políticas que conduzem à asfixia financeira das empresas públicas, referiu a dirigente sindical Laura Martínez numa conferência de imprensa que ontem teve lugar na sede da central sindical PIT-CNT (Plenário Intersindical dos Trabalhadores – Convenção Nacional dos Trabalhadores).

«Rejeitamos que o Estado atribua recursos e infra-estruturas a alguns privados para que aumentem os seus lucros», denunciou, referindo-se às políticas que têm vindo a ser implementadas contra a empresa estatal Ancap.

No país sul-americano assiste-se a uma «investida contra os interesses e os direitos do povo», afirmou a dirigente sindical, sublinhando que os trabalhadores lhe estão a resistir e a estão a combater.

É neste contexto que surgem as mobilizações e a discussão, porque é necessário saber «que futuro e Estado queremos», disse, citada pelo portal da PIT-CNT, acrescentando que «as empresas públicas são uma ferramenta do Estado».

Outros dirigentes sindicais presentes também denunciaram a política privatizadora do governo de Lacalle Pou, que, apesar dos alertas e reivindicações dos trabalhadores, «insiste em acções que prejudicam o desenvolvimento das empresas públicas e a capacidade produtiva do Estado, para benefício do sector privado».

Com a mobilização de hoje, explicaram, os trabalhadores repudiam as políticas levadas a cabo no sector dos combustíveis, nomeadamente na empresa estatal Ancap, e as política de entrega e capitulação aos privados por parte do governo.

«É extremadamente preocupante a implementação destas políticas», já que «põem em risco a fonte de trabalho de milhares e milhares de pessoas, de famílias; põe-se em risco os estímulos para a produção nacional e a justiça social», alertaram.

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