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Embaixada saarauí em Montevideu celebrou os 50 anos da proclamação da RASD

Na sede da missão diplomática na capital uruguaia, teve lugar um acto político-cultural no âmbito dos 50 anos da proclamação da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que se assinala no próximo dia 27.

O meio século da proclamação da RASD esteve em destaque no encontro de Montevideu Créditos / spsrasd.info

A intervenção do encarregado de negócios da embaixada, Mohamed Salem Abdelfatah, marcou o início do evento que decorreu na terça-feira, com especial ênfase dada ao significado que a efeméride assume para a luta do povo saarauí e destaque para os momentos mais marcantes deste meio século na trajectória de um Estado norte-africano ainda sob ocupação marroquina.

«A RASD e a Frente Polisário continuarão a procurar uma solução negociada com Marrocos, mas jamais aceitarão qualquer solução que não respeite o legítimo direito do povo saarauí à autodeterminação e à independência, o direito do povo saarauí a pronunciar-se e a escolher livremente o seu próprio destino», enfatizou Abdelfatah, citado pela Sahara Press Service (SPS).

Neste contexto, o diplomata transmitiu o agradecimento do seu povo ao Uruguai pelo apoio firme ao direito internacional, tendo recordado várias personalidades da vida política e cultural uruguaia que apoiaram e deram o seu contributo à causa saarauí.

Legítimo direito do povo saarauí a um Estado na sua terra

Outra das intervenções esteve a cargo de Florencia Salgueiro, presidente da Associação Uruguaia de Amizade com a República Saarauí.

Salgueiro destacou a «importância do movimento solidário» e referiu-se concretamente à «necessidade de continuar a divulgar a causa saarauí em diferentes espaços», para que «seja reconhecido o legítimo direito do seu povo a ter um Estado independente na sua própria terra».

No final de 2025, a 26 de Dezembro, a Associação Uruguaia de Amizade com a República Saarauí emitiu uma declaração a propósito do reconhecimento da RASD pelo Uruguai, consumado duas décadas antes, na qual reafirmou a «plena solidariedade à justa causa do povo saarauí».

Reiterou igualmente o apoio ao «seu direito inalienável à autodeterminação, à soberania e à paz».

O acto político-cultural desta semana, em que estiveram presentes escritores, cineastas, membros da associação e do movimento solidário em geral, contou com a leitura de poemas da parte de vários poetas solidários com o povo saarauí.

Houve ainda um debate em que foram abordadas experiências e ideias que contribuam para a divulgação da luta do povo saarauí em todo o país sul-americano.

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