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Organizações dinamarquesas condenam o bloqueio a Cuba

O Partido Comunista e a associação de amizade reafirmaram o apoio a Cuba na Dinamarca e denunciaram o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA, divulgaram fontes diplomáticas.

Acção solidária com Cuba em Copenhaga
Acção solidária com Cuba em Copenhaga Créditos / unblock-cuba.org

Membros da Associação de Amizade Dinamarca-Cuba participaram em concentrações frente à Embaixada norte-americana em Copenhaga e junto ao Palácio de Christiansborg, sede del Parlamento.

Para além disso, divulgaram nas cidades de Odense, Svendborg e Kolding os objectivos da campanha «Unblock Cuba», organizada para dar a conhecer as graves consequências das agressões dos EUA contra a maior ilha das Ilhas Antilhas e vincar a necessidade de acabar com um bloqueio com quase seis décadas de duração.

Para o efeito, mostraram bandeiras do país nórdico e caribenho, exibiram pancartas com o emblema da campanha «Unblock Cuba» e procederam à distribuição folhetos em que se explica o impacto do bloqueio a Cuba, revelou a missão diplomática cubana em Copenhaga na passada quinta-feira.

A mesma fonte informa que a Associação de Amizade Dinamarca-Cuba enviou uma carta ao ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Jeppe Kofod, para exigir que o país assuma uma acção diplomática mais empenhada para acabar com a política hostil dos Estados Unidos em relação a Cuba.

Por seu lado, o secretário internacional do Partido Comunista (KP), Nikolaj Møller, publicou um artigo no diário Arbejderen em que condena a guerra económica promovida por Washington contra a Ilha e denuncia as suas consequências nefastas para a população.

«Há custos humanos que não se podem calcular nem em dólares, nem em pesos; como quando uma criança morre porque Cuba não pode aceder a um medicamento contra o cancro de um fabricante norte-americano», refere.

«O capitalismo atingido pela crise e o imperialismo brutal são desapiedados com os países que insistem na autodeterminação nacional e aplicam políticas que são indesejáveis em Washington e Bruxelas», denuncia, num texto traduzido do dinamaquês no portal da Embaixada de Cuba na Dinamarca.

O dirigente comunista explica ainda que o seu partido, juntamente com os trabalhadores, aderiu à campanha internacional referida, que se prolonga até Abril-Maio de 2021, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas irá discutir e votar uma resolução cubana que pede o levantamento do bloqueio.

Na última vez que uma resolução semelhante foi ali debatida e votada, a 7 de Novembro de 2019, o mundo mostrou que estava novamente com Cuba, tendo 187 países votado a favor da exigência cubana do fim do bloqueio. Apenas três se opuseram – Estados Unidos, Israel e Brasil – e dois se abstiveram: Colômbia e Ucrânia.

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