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Com ataque dos EUA ao Irão, confirma-se a cumplicidade de Portugal

Menos de um ano depois, Portugal volta a abrir mão de sua soberania e compactuar com a agressão dos EUA ao Irão. Há uma semana, Paulo Rangel ignorou as movimentações suspeitas na Base das Lajes.

Créditos / AP

Na manhã deste sábado, os Estados Unidos iniciaram um novo ataque contra o Irão. A chamada Operação Fúria Épica, com a participação activa de Israel, tem a cumplicidade passiva do Estado Português. 

Tal qual o Pizza Index, que mede a possibilidade de grandes movimentações do Governo americano através da demanda de pizza nas proximidades do Pentágono, em Washington, a chegada de novas aeronaves à Base das Lajes, nos Açores, também pode, eventualmente, funcionar como um indicador de que os Estados Unidos estão planeando algo.

E as suspeitas provaram-se corretas, a Base das Lajes foi usada novamente de entreposto para a agressão americana ao Irão, assim como já havia sido durante os ataques de 18 de Junho de 2025

A tensão entre os dois países nos últimos meses vinha num crescendo. E o Irão, ao ser ameaçado durante o processo de negociações em curso, já havia declarado que qualquer uso da força seria respondido com a mesma linguagem. Assim, após os primeiros mísseis caírem sobre o seu solo, Teerão retalhou sobre as bases americanas em Riade, Abu Dhabi, Doha, Manama e Kuwait. Os mísseis lançados sobre Israel foram interceptados.

A manutenção deste conflito, que nada tem a ver com os interesses do povo português, tem passado por aqui. Se a existência de uma base americana em solo português, firmada num acordo durante o fascismo, já é uma aberração. O uso irregular desta mesma base para fins diferentes do suposto sem nenhum tipo de autorização, ou repreensão, como afirma Paulo Rangel, é irresponsável e confirma o descaso com a soberania nacional.

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