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Fósforo branco nos ataques a Deir ez-Zor: «Washington insiste em negar os factos»

O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros reafirmou a preocupação com a atitude dos EUA na Síria, tendo em conta os ataques sucessivos da «coligação internacional» na província de Deir ez-Zor.

Ataque com bombas de fósforo branco, levado a cabo pela aliança militar liderada pelos EUA, nas imediações de Raqqa, em Junho de 2017
Ataque com bombas de fósforo branco, levado a cabo pela aliança militar liderada pelos EUA, nas imediações de Raqqa, em Junho de 2017Créditos / PressTV

Falando esta manhã em Moscovo, a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, voltou a referir-se à intensa campanha de bombardeamentos levada a cabo pela aliança militar liderada pelos EUA na província síria de Deir ez-Zor.

«As acções dos Estados Unidos da América na Síria continuam a preocupar-nos. Caças da chamada coligação internacional há muito que atacam as imediações da cidade de Hajin, junto ao rio Eufrates, tendo provocado inúmeras baixas entre a população civil», disse Maria Zakharova, citada pela agência SANA.

A representante russa referiu-se aos ataques recentes às aldeias de al-Shafa e al-Buqa'an, que provocaram inúmeras vítimas mortais, na sua maioria mulheres e crianças, bem como aos ataques sucessivos à cidade de Hajin, nos quais, a pretexto de estar a combater o Daesh, a coligação internacional atingiu zonas residenciais com «bombas de fósforo branco» – banidas internacionalmente.

Zakharova denunciou que, apesar de esses ataques com bombas de fósforo branco estarem confirmados, «Washington insiste em negar os factos».

Treino de terroristas em al-Tanf

A situação na região de al-Tanf, junto à fronteira com a Jordânia, foi também abordada pela porta-voz russa, que acusou os norte-americanos de «continuarem a treinar militantes» na base militar ilegal que os EUA ali têm.

Na mesma região – denunciou –, fica localizado o campo de refugiados de Rukban, onde dezenas de milhares de refugiados vivem em condições humanitárias tremendas e ao qual não acedem representantes do Crescente Vermelho sírio, impedidos pelos terroristas apoiados pelos EUA.

Especialistas franceses entram em Idlib para manipular mísseis

Fontes locais revelaram esta quinta-feira à Sputnik (em língua árabe) que um grupo de especialistas franceses chegou à cidade síria de Idlib, tendo como missão alterar uma série de armas.

Sob anonimato, as fontes revelaram que os especialistas estão em Idlib há alguns dias, para ali fazerem modificações em mísseis de «modelo desconhecido» e sendo seu propósito preencherem as cabeças com materiais tóxicos, indica a SANA.

O objectivo final será, como há muito a Rússia e a Síria têm vindo a alertar, levar a cabo ataques com materiais químicos para incriminar o Exército Árabe Sírio e, dessa forma, fornecer um pretexto aos EUA e seus aliados para realizarem novos ataques contra a Síria.

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