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Exército sírio declara a libertação total da região desértica de Deir ez-Zor

As autoridades militares sírias informaram esta quarta-feira que as suas forças conseguiram arrebatar ao Daesh o controlo de 5800 quilómetros quadrados, limpando por completo o deserto em Deir ez-Zor.

Um soldado do Exército Árabe Sírio faz o sinal da vitória, quando da quebra do cerco a Deir ez-Zor, em Setembro de 2017 (foto de arquivo)
Um soldado do Exército Árabe Sírio faz o sinal da vitória, quando da quebra do cerco a Deir ez-Zor, em Setembro de 2017 (foto de arquivo)Créditos / RT

O Comando Geral do Exército e das Forças Armadas Sírias anunciou ontem, em comunicado, a libertação completa da região da Badia (deserto) na província de Deir ez-Zor, no Leste do país.

As tropas do do Exército Árabe Sírio (EAS), apoiadas pela sua força aérea, conseguiram estabelecer o controlo sobre 5800 quilómetros quadrados que estavam em poder das forças terroristas do Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) após intensos combates no terreno em que as forças terroristas sofreram pesadas baixas e perdas de material militar, segundo revela a agência SANA.

A derrota das forças terroristas na região desértica junto ao Iraque demonstra a «grande eficiência» e «forte determinação» das tropas do EAS em «erradicar o que resta de grupos terroristas» no país, «até que prevaleçam a segurança, a estabilidade e a paz», sublinha o documento.

Ajuda russa e recuperação de território aos terroristas

Recorde-se que a Síria é alvo de uma guerra de agressão terrorista desde o ínicio de 2011 – alimentada e financiada pelos EUA e por alguns dos seus satélites europeus e na região do Médio Oriente.

Com o apoio do Irão, da Rússia e de outras forças no terreno, o Exército Árabe Sírio tem conseguido resgatar aos terroristas e aos mal chamados «rebeldes moderados» grande parte do seu território nacional.

A ajuda militar russa, que teve início em Setembro de 2015 a pedido do governo de Damasco, tem-se revelado fundamental nessa recuperação de território ao Daesh e a outros grupos, apoiados às claras ou não pelo Ocidente – em Alepo, Homs, Damasco, Deir ez-Zor e, actualmente, na ofensiva do Sudoeste, para libertar as províncias de Daraa e Suwayda.

Nova encenação dos Capacetes Brancos?

O general Aleksey Tsygankov, do Centro russo para a Reconciliação na Síria, afirmou esta quarta-feira ter sido alertado por habitantes de Idlib, província no Noroeste do país controlada por forças terroristas, de que os afamados Capacetes Brancos «trouxeram químicos, material de protecção e câmaras» para a capital da província, Idlib, no fim-de-semana passado, dando a entender que está em curso a preparação de mais um «ataque de falsa bandeira», informa a RT.

Os Capacetes Brancos têm sido, em diversas ocasiões, os primeiros a fornecer imagens dos cenários de «alegados ataques químicos» em vários pontos da Síria, como Khan Shaykhun e Douma, constituindo as suas fotografias e vídeos «provas» suficientemente fortes para que os EUA, a França e o Reino Unido decidam lançar de imediato ataques contra o as tropas sírias, como aconteceu em Abril de 2017 e em Abril de 2018.

Tanto o governo sírio como organizações internacionais têm denunciado a «natureza» da organização que se define a si mesma como «de apoio à população síria», acusando-a de ser uma «ramificação da Al-Qaeda e da al-Nusra em várias partes da Síria», e de estar envolvida na encenação e divulgação de ataques químicos que «não existem». O seu objectivo é «culpar Damasco» e fornecer uma justificação à continuação da ingerência e dos ataques externos.

Apesar de desmascarada, a organização continua a ser financiada pelas potências ocidentais. Recentemente, a administração norte-americana voltou a destinar-lhe milhões de dólares, via USAID, e Londres, contra quem Bashar al-Assad lançou fortes acusações no que respeita ao apoio e financiamento da organização, já deixou claro que o financiamento é para continuar.

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