|China

China rejeita «difamações» da NATO e denuncia o seu avanço na Ásia

Um representante da China rejeitou, esta terça-feira, as «difamações» da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e questionou as acções da aliança militar na região Ásia-Pacífico.

Lin Jian, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros (imagem de arquivo) Créditos / globaltimes.cn

Lin Jian, representante do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, disse ontem que o seu país rejeita firmemente a difamação e o passa-culpas da NATO contra a China, frisando que esta organização não deve usar o país asiático para justificar a sua inserção na Ásia-Pacífico e tentar perturbar a dinâmica regional, refere a Xinhua.

Apesar de a NATO, vestígio da Guerra Fria e maior bloco militar do mundo, se apresentar como uma aliança defensiva regional, «continua a ultrapassar as suas fronteiras», alimentando o confronto e agindo como um bully no panorama mundial, acusou Lin.

«A chamada segurança da NATO assenta muitas vezes na insegurança dos outros, e as suas acções trazem riscos de segurança extremamente elevados para o mundo e a região», disse o porta-voz.

Em resposta a declarações recentes do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, Lin afirmou que a China é «uma força para a paz mundial, uma contribuinte para o desenvolvimento mundial e uma defensora da ordem internacional», tendo destacado o papel construtivo de Pequim em questões críticas internacionais e regionais, incluindo a crise na Ucrânia.

«O lado chinês insta a NATO a formar a percepção correcta da China, a abandonar a mentalidade de Guerra Fria e a sua abordagem de soma zero», disse o representante governamental, ao mesmo tempo que pediu ao bloco militar que deixe de «espalhar alarmismo sobre a segurança e de fazer inimigos imaginários».

Instou ainda a NATO a assumir «um papel construtivo na paz, na estabilidade e no desenvolvimento mundial».

As declarações de Lin Jian, lembra a Xinhua, foram proferidas depois de, numa conferência de imprensa anterior à Cimeira da NATO – que decorre em Washington –, Jens Stoltenberg ter dito que as parcerias mundiais da aliança seriam um dos tópicos a debater.

Disse ainda que a NATO iria discutir a cooperação sobre a Ucrânia e outros temas com Austrália, República da Coreia (Coreia do Sul), Japão, Nova Zelândia e outros países, de modo a resistir conjuntamente a «forças ditatoriais» como Rússia, Irão, República Popular Democrática de Coreia (Coreia do Norte) e China.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui