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Arranca na Venezuela o Encontro Mundial Anti-imperialista, apesar dos «bloqueios»

Sobre o congresso que se inicia esta quarta-feira, Mervin Maldonado, do Movimento Somos Venezuela, afirmou que o país caribenho «voltará a ser o epicentro da luta pela paz e a soberania dos povos».

Mural «chavista» em Caracas
Mural «chavista» em Caracas Créditos / greenleft.org.au

O secretário-executivo do Movimento Somos Venezuela declarou ontem à Prensa Latina que está tudo pronto para receber os delegados dos cinco continentes que, entre hoje e a próxima sexta-feira, vão participar no Encontro Mundial contra o Imperialismo.

Com o lema «Pela Vida, a Soberania e a Paz», o evento vai reunir anti-imperialistas de todo o mundo e será «espaço de discussão, debate e construção colectiva para reforçar os planos de luta dos povos», disse Maldonado.

Neste sentido, haverá cerca de 20 mesas de trabalho centradas na análise e no debate de temas como as agressões militares, a protecção do ambiente, a cultura, as políticas neoliberais e o socialismo, bem como a agenda anti-imperialista.

O encontro integra-se na agenda do XXV Fórum de São Paulo, que decorreu em Caracas em Julho do ano passado sob o lema «Pela Paz, a Soberania e a Prosperidade dos Povos».

Então, os representantes de mais de uma centena de movimentos e partidos políticos de esquerda abordaram os efeitos do neoliberalismo e do imperialismo, tendo decidido dar continuidade ao encontro através de outros espaços, como o que agora se concretiza.

PSUV denuncia sabotagem ao encontro

Tania Díaz, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), denunciou esta terça-feira que os Estados Unidos e a direita venezuelana estão a tentar impedir os delegados ao Encontro Mundial contra o Imperialismo de viajarem para a capital venezuelana.

A dirigente partidária sublinhou que a direita (venezuelana) levou a cabo «diversas acções de sabotagem contra os delegados internacionais», sendo que alguns se viram «impedidos de entrar nos aviões».

«Não os deixam entrar nos aviões porque o bloqueio afecta os mecanismos de pagamento e sabota os itinerários dos convidados internacionais», denunciou, citada pela Prensa Latina e a VTV.

Durante o Congresso Bolivariano dos Povos, que ontem decorreu na Casa de Bello, em Caracas, Díaz afirmou que se trata de uma tentativa desesperada para evitar a realização do Encontro Mundial contra o Imperialismo, mas que, apesar do bloqueio, o evento terá lugar.

«Apesar da conduta vergonhosa dos lacaios do império, que vão à Colômbia ajoelhar-se perante os seus amos, o congresso será uma realidade, graças à organização popular da Revolução Bolivariana», afirmou.

«Que se venda a direita, nós defendemos a pátria», declarou, tendo anunciado que os movimentos sociais espalhados pelo mundo estão a ajudar os convidados a chegar a Caracas.

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