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Apesar do apoio turco, terroristas continuam a ser derrotados em Idlib

O Exército Árabe Sírio continua a avançar na reconquista da província de Idlib, com o apoio da aviação russa, e esta segunda-feira anunciou a libertação de várias localidades.

Soldado do Exército Árabe Sírio (imagem de arquivo)
Soldado do Exército Árabe Sírio (imagem de arquivo) Créditos / Middle East Eye

Após duros combates com os terroristas da Hayat Tahrir al-Sham (a al-Qaeda na Síria) e grupos afins, apoiados pela Turquia, unidades do Exército Árabe Sírio (EAS) conseguiram retomar o controlo do monte Tal al-Nar e das aldeias de Sheikh Mustafa, al-Naqir, Kafr Sajneh e Aranbeh, informa a agência SANA.

A mesma fonte indica que, nestas operações – levadas a cabo nas últimas horas –, o EAS destruiu diverso equipamento militar e blindados utilizados pelos grupos terroristas, depois de, no dia anterior, ter conseguido libertar as aldeias de al-Sheikh Dames e Hantoutin, localizadas a oeste de Ma'arat an-Numan, também no Sudeste de Idlib.

Novo ataque israelita contra Damasco

Com o EAS e seus aliados a intensificarem as operações antiterroristas na província de Idlib, aviões israelitas sobrevoando o espaço aéreo dos Montes Golã ocupados lançaram, esta noite, um novo ataque com mísseis contra a periferia de Damasco, segundo informação divulgada pelo Ministério sírio da Defesa.

Durante quase 15 minutos ouviram-se fortes explosões e a resposta imediata da defesa anti-aérea, que eliminou a maior parte dos mísseis antes que atingissem os alvos.

Dois palestinianos perderam a vida no ataque. «Na agressão sionista, caíram mártires Salim Ahmed Salim, de 24 anos de idade, e Ziyad Ahmed Mansour, de 23 anos», informou num comunicado o movimento Jihad Islâmica.

No passado dia 5, Israel lançou um ataque semelhante, com mísseis, contra vários alvos nas províncias de Damasco, Daraa e Quneitra. Com o pretexto de atacar a resistência palestiniana e, sobretudo, alvos iranianos, Israel lança ataques frequentes contra território sírio.

Damasco tem denunciado reiteramente que estas agressões – também coordenadas com acções turcas no terreno – visam elevar a moral dos terroristas, que estão a ser derrotados nas diversas frentes de batalha.

Presença turca na Síria é «ilegal»

«A presença do Exército turco em solo sírio é ilegal», disse este domingo o coordenador para o Médio Oriente da Comissão Internacional de Direitos Humanos, Haitham Abu Said, em declarações à agência Sputnik.

Abu Said acrescentou que a presença da Turquia na Síria é, na realidade, uma «ocupação», sublinhando que Ancara não tem direito a «impor a sua vontade» a Damasco.

«Só o Exército sírio é responsável por libertar o território do seu país», disse, defendendo que «nenhum outro exército deve realizar operações militares» na Síria.

Face às ameaças lançadas pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o governo sírio avisou que não irá permitir ao Exército turco avançar pelo país árabe adentro.

Criticou ainda os EUA e Israel por tentarem passar a ideia de que «o Exército sírio invadiu território sírio», obviando o facto de que o EAS está no seu país, a lutar contra grupos apoiados por vários países ocidentais, árabes, Israel e a Turquia.

Os aliados de Damasco – Irão e Rússia – já deixaram claro o apoio à ofensiva do país árabe contra o terrorismo em Idlib e Alepo, defendendo que a soberania e a integridade territorial da Síria devem ser respeitadas.

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