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Agressão israelita contra Gaza entra no oitavo dia e número de vítimas aumenta

Os intensos bombardeamentos sobre o enclave palestiniano mantêm-se esta segunda-feira. O Ministério da Saúde denunciou que os ataques israelitas estão a atingir trabalhadores desse sector.

Fumo e chamas em Gaza durante um ataque aéreo israelita 
Créditos / PressTV

As forças militares israelitas lançaram fortes ataques sobre vários pontos do enclave costeiro cercado, atingindo casas, fábricas, terras agrícolas e outras infra-estruturas, causando danos materiais «massivos», revelou o correspondente da WAFA na Faixa de Gaza.

Só na parte ocidental da cidade de Gaza, foram reportados mais de 100 ataques aéreos, que atingiram vários bairros e casas, provocando vítimas entre a população civil, incluindo mulheres e crianças, refere o correspondente, sem precisar o número de mortos e feridos.

Estes ataques seguem-se aos fortes bombardeamentos de ontem, dia em que o Ministério palestiniano da Saúde em Gaza afirmou que, desde o começo da ofensiva israelita, há uma semana, 197 palestinianos foram mortos no enclave, incluindo 58 crianças e 34 mulheres, e mais de 1230 ficaram feridos. Só este domingo, afirmaram as autoridades sanitárias, os ataques provocaram a morte a 42 palestinianos, incluindo dez crianças, indica a PressTV.

Numa conferência de imprensa, representantes do Ministério disseram que dois médicos foram mortos nos ataques israelitas – Ayman Abu al-Auf e Moean al-Aloul – e denunciaram que os bombardeamentos estão a atingir trabalhadores da Saúde e da ajuda humanitária

Afirmaram ainda que os ataques têm tido um «impacto devastador nas pessoas e no ambiente». «Edifícios residenciais foram destruídos, escolas, locais de culto, estradas, escritórios da imprensa, edifícios governamentais e linhas eléctricas», disse Abu al-Reesh, secretário do Ministério da Saúde.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e outros funcionários israelitas afirmaram que o fim da agressão contra Gaza não está para breve, apesar dos apelos internacionais e das gigantescas manifestações de solidariedade com o povo palestiniano em vários pontos do mundo.

Conselho de Segurança travado pelos EUA

As vozes contra o massacre subiram de tom este domingo, dia em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tentou avançar com uma declaração conjunta com vista ao «cessar-fogo»; no entanto, os EUA, grande aliado de Israel e membro permanente do Conselho, bloqueou qualquer declaração nesse sentido.

Por videoconferência, o ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, Riyad al-Maliki, afirmou que Israel está a cometer «crimes de guerra» contra o povo palestiniano, e fez um apelo ao aumento da pressão internacional para pôr fim à agressão.

A agressão israelita a Gaza segue-se aos fortes confrontos registados entre palestinianos e as forças de ocupação israelitas na Margem Ocidental, durante o mês do Ramadão, depois de militares e colonos terem atacado palestinianos na Mesquita de al-Aqsa e imediações, em Jerusalém.

Ao mesmo tempo, as autoridades e forças israelitas tentavam expulsar de suas casas os habitantes do Bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental ocupada, para ali avançar com um colonato, desencadeando também fortes protestos nos territórios ocupados e a nível internacional.

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