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Transferências na indústria aeronáutica prejudicam trabalhadores

A Lauak e a Mecahers anunciaram o encerramento de toda a sua produção em Setúbal, transferindo-a para Grândola e Évora, respectivamente. No total, as duas empresas empregam cerca de 500 trabalhadores.

O processo de transferência da produção irá ser executado até ao final de 2022, no caso da Lauak. No caso da Mecahers, a administração da empresa já comunicou que será concluída até ao final de Novembro de 2021.

No entanto, e apesar de o anúncio da transferência ter sido efectuado há já alguns meses, os trabalhadores da Lauak e da Mecahers desconhecem os planos da transferência e continuam actualmente com a sua vida suspensa, afirma a CGTP-IN em comunicado.

Para aqueles trabalhadores que não têm condições de acompanhar a transferência de produção, devido ao prejuízo que tal lhes causará, não existem até ao momento quaisquer soluções, acrescenta a central sindical.

Por sua vez, a União de Sindicatos de Setúbal (USS/CGTP-IN) acusa a administração da Lauak de «conviver mal com a democracia», uma vez que ameaçou de represálias um conjunto de trabalhadores, através da chefia, caso aderissem à greve convocada para esta sexta-feira.

«Além de toda esta situação ser de clara coacção, efectuada pela empresa aos trabalhadores, esta revela um caracter intimidatório muito pouco digno de existir em qualquer empresa que se prese de ter responsabilidade social», pode ler-se na nota.

Os trabalhadores da Lauak e da Mechaers estiveram concentrados à porta do parque empresarial esta manhã e contaram com a presença solidária da secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.

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