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Trabalhadores da limpeza da Câmara de Almada avançam com greve em Junho

Face à resposta do executivo da Câmara de Almada, que disse que os novos horários por turnos são para avançar, os trabalhadores da limpeza e recolha urbana vão mesmo cumprir greve a 13 e 14 de Junho.

Acção dos trabalhadores da Câmara de Almada, junto aos Paços do Concelho, contra o despedimento de 51 trabalhadores
Em Março de 2018, os trabalhadores da Câmara de Almada realizaram várias acções contra o despedimento de 51 funcionários da limpezaCréditos / STAL

A decisão de proceder com greve nos dias 13 e 14 de Junho, tomada pelos trabalhadores nos plenários realizados entre 27 e 28 de Maio, é comunicada numa nota do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL/CGTP-IN).

Segundo o STAL, o executivo da Câmara Municipal de Almada, liderado por Inês de Medeiros (PS) respondeu de forma «clara e inequívoca» à resolução dos trabalhadores, rejeitando-a e reiterando que os novos horários de trabalho. em regime de adaptabilidade, são mesmo para avançar.

Os trabalhadores da varredura, brigada de apoio e recolha urbana do lixo do Munícipio de Almada contestam as tentativas do executivo de Almada para «implementar horários que contrariam os princípios mais básicos» e que contrastam com a falta de meios humanos e técnicos para o serviço.

No documento, o STAL volta a frisar o impacto negativo de que os horários de trabalho de três turnos têm nas vidas dos trabalhadores, destacando que estes «põem em causa a conciliação da vida profissional com a social e familiar», assim como «a preservação da saúde e segurança no trabalho», visto que obriga os funcionários a trabalhar nas ruas nas horas de maior calor.

Além dos efeitos penosos sobre os trabalhadores, o STAL sublinha que os novos horários não trarão benefícios na qualidade do serviço público à população, pelo contrário. Motivo pelo qual volta a propor a manutenção dos actuais horários de trabalho e o reforço dos meios humanos e técnicos para estes serviços essenciais.

«A resposta não está na sobrecarga e desregulação dos horários e da vida dos trabalhadores, está sim no reforço da capacidade de resposta do serviço, munindo-o dos meios necessários para esse fim», afirmou à altura o STAL na resolução enviada a 22 de Maio.

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