|enfermeiros

«O dia 12 de Maio é nosso». Enfermeiros partem para a greve

O SEP convocou uma greve nacional para o Dia Internacional do Enfermeiro, dia 12 de Maio, que abrange os sectores público, privado e social, com uma concentração marcada para as 10h30 entre o Campo Pequeno e o Ministério da Saúde, em Lisboa.

Os enfermeiros realizaram hoje uma manifestação no último dia de greve convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa. Entre as várias exigências, os enfermeiros reivindicam o pagamento das dívidas relativas aos milhares de dias de feriados trabalhados e não gozados e que não poderão ser diferentes de 2 vezes o valor hora do regime das 35 horas. 25 de Setembro de 2024. 
CréditosRodrigo Antunes / Lusa

Diz a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que o SNS está melhor em todas as métricas, porém a realidade teima a desmenti-la. Para além da realidade, os próprios trabalhadores do SNS teimam em desmascarar a narrativa governativa e, para tal, os enfermeiros vão parar e sair à rua no próximo dia 12 de Maio.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) convocou uma greve nacional para o Dia Internacional do Enfermeiro e espera-se uma forte adesão no sector público, privado e social. Em comunicado, o sindicato que assinalar a data é «renovar o reconhecimento do papel imprescindível» dos enfermeiros, mas também denunciar a «angústia diária de não conseguirmos fazer tudo» o que utentes, doentes e famílias precisam e têm direito, devido à escassez de profissionais em todos os sectores.

Os enfermeiros exigem, assim, medidas imediatas e estruturais, começando pela admissão de mais profissionais e pelo fim dos contratos precários em todos os sectores. Reivindicam também a semana de 35 horas para todos, bem como a resolução urgente dos problemas relacionados com a contagem de pontos e o pagamento dos retroactivos referentes à progressão entre Janeiro de 2018 e Dezembro de 2021. 

Não suficiente, os mesmo defendem ainda horários regulados que garantam a conciliação com a vida pessoal e familiar, a abertura de concursos de acesso às categorias da Carreira de Enfermagem e a lugares de direcção, uma avaliação do desempenho justa, sem quotas e objectiva, além da alteração das condições de aposentação que reconheçam a penosidade e o risco inerentes à função. Por fim, exigem o reforço do Serviço Nacional de Saúde, opondo-se ao financiamento crescente dos sectores privado e social com dinheiros públicos.

A greve ficará ainda marcada pela forte oposição ao pacote laboral e à proposta de Acordo Colectivo de Trabalho que, segundo denunciam, visa retirar rendimento e agravar os problemas já existentes. O SEP faz saber que os profissionais recusam liminarmente a imposição do bancos de horas e outras adaptabilidade que o Ministério da Saúde e o Governo pretendem aplicar primeiro aos enfermeiros com contrato individual, com a intenção de alargar depois aos que têm contratos de trabalho em Funções Públicas. 

A mensagem final do comunicado é clara: «O dia 12 de Maio é nosso» e, como tal, o SEP espera uma forte adesão a nível nacional, prometendo fazer ouvir a «voz da enfermagem» nas ruas e junto do Ministério da Saúde, numa manifestação que se espera que comece às10h30 no Campo Pequeno, em Lisboa. 
 

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui