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Sindicato denuncia «repressão ao direito à greve» na Izidoro

Sucedem-se casos de ataque ao direito à greve relativos à luta de 17 de Maio. Foram marcadas faltas injustificadas a quem aderiu à greve na Izidoro, retirando ilegalmente os prémios de assiduidade, denuncia o STIAC/CGTP.

Créditos / distribuicaohoje.com

«É inaceitável», considera, em nota divulgada nas suas redes sociais, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Alimentar e Bebidas (STIAC/CGTP-IN). A Izidoro, empresa de produção de carnes recentemente adquirida pelo Grupo Valsabor, «decidiu marcar falta injustificada a quem aderiu» à greve nacional realizada no dia 17 de Abril.

Em «represália», a Izidoro retirou ainda o «prémio de produtividade», denuncia o sindicato, numa evidente tentativa de «atropelar os direitos fundamentais dos seus trabalhadores». Não foi caso único em Portugal, outros sindicatos, de outros sectores, relataram situações idênticas em grandes empresas como a Lusíadas Saúde ou o BNP Paribas.

O pré-aviso foi emitido pela Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) ao abrigo do Artigo 57.º da Constituição da República Portuguesa e do Artigo 530.º do Código do Trabalho, refere o STIAC, tendo sido comunicado formalmente «ao Ministério do Trabalho e às associações patronais em Março de 2026, cumprindo todos os requisitos legais de antecedência».

Marcar falta injustificada a quem exerce um direito constitucional alegando desconhecer o pré-aviso de greve não pode constituir outra coisa do que «uma tentativa ilegal de intimidação», considera o sindicato, «o direito à greve não pode ser punido com cortes de prémios ou perseguição disciplinar».

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