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Trabalhadores da indústria lutam por aumentos salariais

Na JAC products e na Olympus, os trabalhadores dinamizam vários dias de greve para exigir resposta aos cadernos reivindicativos e aumentos salariais para todos.

Créditos / Site CN

Esta sexta-feira, os trabalhadores da JAC Products, empresa do sector automóvel de capital norte-americano instalada no Carregado, cumprem pela terceira vez quatro horas de greve, ao início de cada turno, e estarão concentrados junto à portaria.

Numa nota à comunicação social, o Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente, do Centro Sul e das Regiões Autónomas (SITE CSRA/CGTP-IN) recorda que este conflito é motivado pelo facto de a administração da multinacional não responder de forma favorável às reivindicações, designadamente o aumento dos salários e a valorização das carreiras profissionais.

A série de greves de quatro horas por turno, todas as sextas-feiras, até ao fim do ano, iniciou-se no dia 13.

No dia 20, Rogério Silva, coordenador da Fiequimetal, participou na concentração que teve lugar durante a manhã. Hoje, estará presente, em solidariedade com os trabalhadores, a secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.

Sem resposta a exigências na Olympus

Com forte adesão, na sexta-feira, dia 20, também os trabalhadores da Olympus Service Facility Portugal, sediada em Coimbra, iniciaram uma greve de uma hora, que se repete durante cinco dias e é acompanhada de concentrações em frente das instalações da empresa.

Os trabalhadores, organizados no Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro Norte (SITE Centro-Norte/CGTP-IN), manifestam assim o seu descontentamento pela sucessiva falta de respostas da gerência aos cadernos reivindicativos apresentados nos últimos anos.

Segundo comunicado do sindicato, a greve reivindica também a valorização das carreiras profissionais, cuja evolução ficou parada no tempo, criando diversas injustiças entre os trabalhadores mais antigos e os mais novos, na medida em que «os primeiros não vêem valorizados os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos e os segundos percebem que ainda agora começaram a trabalhar e já chegaram ao topo da carreira profissional», ou seja, não têm perspectivas de evolução.

O SITE Centro-Norte afirma que a situação se agudizou com a comunicação da empresa de que não actualizaria os salários este ano, devido à pandemia, e com o anúncio da venda da área de imagem do grupo (reparação e assistência técnica às maquinas fotográficas) para outra empresa.

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