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Greves regressam à Sacopor sobre espectro de lock-out

Os trabalhadores da Sacopor, no Carregado, iniciam esta sexta-feira uma greve de três horas, pelo aumento dos salários e diuturnidades. A última greve teve 70% de adesão e um lock-out imposto.

A empresa produz os sacos da empresa-mãe, a cimenteira Cimpor
A empresa produz os sacos da empresa-mãe, a cimenteira CimporCréditos

Os trabalhadores da Sacopor, empresa do grupo Cimpor, com instalações na zona industrial do Carregado, cumprem hoje e segunda-feira uma greve parcial de três horas.

Os trabalhadores querem uma resposta concreta da empresa ao caderno reivindicativo, que  prevê aumentos salariais e direito a diuturnidades, entre outras matérias. Rejeitam ainda serem discriminados e exigem o mesmo tratamento que os restantes colegas de outras empresas do grupo.

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA/CGTP-IN), em comunicado, afirma que os protestos dão continuidade à greve anterior de 16 de Abril, que registou cerca de 70% de adesão, além de um lock-out da empresa.

«Nesse dia, os trabalhadores foram confrontados com o portão fechado e interpelados por quatro seguranças sobre a intenção de fazerem ou não greve. O impedimento do acesso à fábrica levou também a que os trabalhadores não pudessem comunicar a sua intenção de fazer greve ou não ao responsável da empresa», lê-se.

Segundo o sindicato, os trabalhadores já emitiram uma moção de «veemente  repúdio», pelo facto de a administração ter impedido o acesso à porta nesse dia, «desrespeitando aqueles que ao longo do tempo deram o seu melhor contributo à empresa».

O SITE CSRA acrescenta que chamou a GNR e a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ao local, tendo esta tentado que fosse dado acesso aos trabalhadores mas, ao longo do dia, o piquete nunca teve hipótese de exercer as suas funções.

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