O chão de fábrica da Aumovio Advanced Antenna foi ontem palco de um dia de luta marcado pela «revolta justa». Organizados pelo Sindicato das Indústrias Elétricas do Norte (SITE Norte/CGTP-IN), os trabalhadores cumpriram uma greve de duas horas por turno que, segundo a estrutura sindical, teve uma adesão «muito forte» a rondar os 80% na área produtiva.
Em causa estão as negociações do Caderno Reivindicativo, em que os trabalhadores consideram estar a ser ignorados pela gerência. Entre as 13h e as 17h, os manifestantes concentraram-se à porta da fábrica e percorreram as ruas do parque industrial, dando voz à exigência de «aumentos salariais dignos e justos para todos» e à rejeição do pacote laboral.
Em declarações à Voz de Trás-os-Montes, Miguel Ângelo Pinto, coordenador do SITE Norte, explicou o sentimento que levou à paralisação. Segundo o sindicalista, realizaram-se três reuniões com a administração, mas o diálogo revelou-se infrutífero.
De acordo com a estrutura sindical, a única proposta de aumento do salarial que foi alterada foi a dos trabalhadores, já a da gerência nunca passou dos 50 euros iniciais, o mesmo valor de aumento do salário mínimo nacional, proposta essa que só foi alterada depois de ter sido apresentado o pré-aviso de greve.
Apesar disso, a proposta continuou a não satisfazer os trabalhadores, uma vez que passou dos 50 euros para os 55 euros. Já a última proposta sindical situava-se nos 70 euros de aumento de salário.
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