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|Vitórias Laborais

«Cada conquista tem uma história». Esta é a dos trabalhadores da COCEDA/Estrella Damm

Os trabalhadores da COCEDA (antiga Cintra, agora da Estrella Damm) aprovaram a revisão do Acordo de Empresa que inclui um seguro de saúde pago integralmente pela empresa e uma nova tabela salarial, anunciou o SINTAB/CGTP.

Créditos / Estrella Damm

É um dos principais pontos de referência na Autoestrada do Norte, a A1. Em 2001, Eduardo Sousa Cintra inaugurou a fábrica da cerveja Cintra, num negócio que rapidamente foi acumulando dívidas, forçando a venda da unidade a Jorge Armindo, da Amorim Turismo, em 2006. Quatro anos depois, em 2010 (e com um processo de insolvência por dívidas que ascendiam aos 120 milhões de euros), foi a vez de os espanhóis da Font Salem adquirirem a fábrica. Esta empresa, por sua vez, é absorvida em 2023 pela Estrella Damm (para quem já produzia a cerveja para venda no país), dando origem à COCEDA Portugal.

Foram 25 de muita turbulência, de investimentos, expansões, despedimentos e um patrão atrás do outro. «Cada conquista tem uma história», afirma, nas suas redes sociais, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN), e a longa história dos trabalhadores da COCEDA culmina com a conquista recente da revisão do Acordo de Empresa (AE) a vigorar na empresa.

Entre as principais alterações introduzidas no AE da COCEDA Portugal está a conquista de «um seguro de saúde pago integralmente pela empresa, sem qualquer encargo para os trabalhadores»; um aumento de 1,15 euros no subsídio de alimentação; a «valorização significativa do trabalho em regime de laboração contínua», com aumento da remuneração pelo trabalho aos fins de semana, «representando um acréscimo que pode chegar, em média, a cerca de 3 mil euros por ano»; e a duplicação do prémio de absentismo, «passando de 50 para 100 euros mensais».

Para além de todas estas conquistas, será aplicada ainda uma nova tabela salarial, definida no «âmbito da negociação coletiva, com aumentos intercalares previstos em julho de acordo com critérios de avaliação previamente definidos». O SINTAB considera que este resultado, aprovado pelos trabalhadores da COCEDA Portugal, demonstra, «mais uma vez, que a negociação colectiva e a organização dos trabalhadores são fundamentais para melhorar as condições de quem trabalha».

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