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Ataques israelitas fazem de Julho o mês mais mortífero em Gaza este ano

As forças de ocupação mataram pelo menos 152 pessoas no enclave em Julho, incluindo 21 menores, tornando este mês o mais letal desde o início do ano, revelou o Ministério da Saúde.

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Créditos / palinfo.com

Num comunicado divulgado este domingo, o ministério afirmou que os dados compilados pelo seu Centro de Informação da Saúde mostram um aumento acentuado do número de mortes em todo o território cercado durante o mês de Julho.

Entre as vítimas, contam-se 21 menores, 14 mulheres e quatro pessoas idosas, o que, no entender do ministério, reflecte o impacto contínuo dos ataques contra civis e áreas residenciais densamente povoadas.

Os ataques israelitas à Faixa de Gaza prosseguiram este fim-de-semana. Só no domingo, dia em que os números relativos a Julho vieram a público, as forças de ocupação mataram pelo menos 18 palestinianos, deixaram dezenas de feridos e destruíram três casas.

Segundo refere a Al Mayadeen, registaram-se mais de uma dezena de ataques aéreos e com drones na Cidade de Gaza e arredores, em Deir al-Balah (Centro) e na região de Khan Yunis (Sul).

Desde que o chamado «cessar-fogo» entrou em vigor, em Outubro de 2025, as forças sionistas de ocupação provocaram a morte a pelo menos 1230 palestinianos e deixaram 4076 feridos, revelou também o Ministério da Saúde em Gaza este domingo.

De acordo com a tutela, desde o início da ofensiva genocida levada a cabo por Israel no enclave, em Outubro de 2023, até este domingo o número registado de vítimas mortais é de 73 359, enquanto o número de feridos se situa em 174 185.

Continua a campanha de detenções em massa na Cisjordânia

O Centro Palestiniano de Estudos dos Presos documentou 600 detenções levadas a cabo pelas forças de ocupação na Cisjordânia e Jerusalém ocupadas no mês de Julho, que incluem 55 menores e 14 mulheres e raparigas.

Num comunicado emitido este domingo, o centro acusou a ocupação de prosseguir a campanha de detenções nas aldeias, cidades e campos de refugiados da Palestina, elevando para 24 600 os detidos palestinianos desde Outubro de 2023.

O texto, referido pelo portal palinfo.com, denuncia a «política sistemática de esgotamento dos recursos humanos palestinianos na Cisjordânia ocupada» levada a cabo pelas autoridades israelitas.

Todos os meses centenas de palestinianos são presos, enquanto centenas de outros, na sua maioria jovens, são submetidos a interrogatórios no terreno, no contexto de uma política de punição colectiva e de crescente pressão sobre a população palestiniana, denuncia o centro.

Entre várias situações elencadas, o documento refere que as autoridades israelitas emitiram mais de 500 ordens de detenção administrativa durante o mês passado, entre novas ordens e renovações, sem apresentar acusações formais contra os detidos e com base em recomendações da agência de segurança israelita Shin Bet.

O Centro Palestiniano de Estudos dos Presos informou ainda que a ocupação libertou 136 palestinianos detidos na Faixa de Gaza no mesmo mês, depois de diferentes períodos de detenção, incluindo 40 trabalhadores palestinianos da Cisjordânia ocupada que tinham sido detidos antes do início da guerra genocida.

De acordo com a fonte, vários dos libertados sofrem de graves problemas físicos e psicológicos, resultantes de tortura e fome, e necessitam de tratamento médico.

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