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Relação do Porto confirma 31 mil euros de multa por assédio a Cristina Tavares

A corticeira Fernando Couto vai ter mesmo de pagar a multa de 31 mil euros por assédio moral, por ter causado à trabalhadora «prejuízos graves, humilhando a mesma perante os demais trabalhadores».

Cristina Tavares no fim da marcha solidária contra o seu despedimento que juntou dezenas de pessoas em Santa Maria de Lamas, 19 de Janeiro de 2019
Cristina Tavares no fim da marcha solidária contra o seu despedimento que juntou dezenas de pessoas em Santa Maria de Lamas, 19 de Janeiro de 2019 CréditosESTELA SILVA / LUSA

No acórdão, conhecido ontem, o Tribunal da Relação do Porto confirmou a condenação em primeira instância no Tribunal do Trabalho da Feira e considerou improcedente o recurso da empresa.

O acórdão confirma que a empresa «causou à trabalhadora prejuízos graves, humilhando a mesma perante os demais trabalhadores». No ano passado, Cristina Tavares foi obrigada a carregar e descarregar a mesma palete, com os mesmos sacos de rolhas, numa actividade improdutiva que durou vários meses, em vez de ter sido reintegrada no seu posto de trabalho, conforme determinava outra condenação da empresa, também confirmada pela Relação do Porto.

Em resultado da sua resistência, coragem e luta, Cristina Tavares foi reintegrada na empresa, onde permanece no seu posto de trabalho. «Não se voltaram a registar conflitos entre a trabalhadora e a empresa, mas diversos processos judiciais continuam a correr no tribunal», referia um comunicado emitido pela Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM/CGTP-IN) no dia em que se completava um ano sobre o segundo despedimento ilícito da trabalhadora, em 28 de Novembro passado.

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