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Protesto pelo direito ao estacionamento dos trabalhadores do Aeroporto

Os trabalhadores do Aeroporto de Lisboa protestaram, à porta do metro, contra a falta de estacionamento, problema transversal a todos.

Várias dezenas de trabalhadores, antes e depois de turnos, marcaram presença no protesto pelo direito ao estacionamento
Várias dezenas de trabalhadores, antes e depois de turnos, marcaram presença no protesto pelo direito ao estacionamento Créditos

O protesto, marcado para as 11h de quarta-feira e que contou com o apoio de estruturas representativas de trabalhadores como a Comissão de Trabalhadores da TAP e da Comissão de Trabalhadores da Portway, teve como objectivo reivindicar que todos os trabalhadores que laborem no Aeroporto de Lisboa tenham o direito a estacionamento gratuito neste espaço. 

Em declarações ao AbrilAbril, Cristina Carrilho, coordenadora da Comissão de Trabalhadores da TAP, sublinhou que este é um problema transversal a todas as empresas. O parque de estacionamento dos trabalhadores da TAP, por exemplo, está cheio, e há sete anos que os entretanto contratados perderam esse direito, informou a dirigente.

Por outro lado, disse ainda que os parques que fazem avenças também estão lotados e a opção de estacionar nos Olivais deixou de existir quando a EMEL instalou os parquímetros na zona. «Os trabalhadores têm vencimentos curtos e são obrigados a trazer a viatura própria para chegar ou sair de madrugada, horas em que não existem transportes públicos», referiu.

A acção, segundo a dirigente, foi positiva e servirá para «sensibilizar a Vinci para encontrar uma solução». Com a participação de várias dezenas de trabalhadores que marcaram presença antes ou depois dos turnos, a coordenadora considera que a acção teve uma «boa adesão».

Também Elisabete Martins, membro da Comissão de Trabalhadores da Portway, referiu que a indignação é pelo facto de se ter que «pagar para vir trabalhar». Outras situações, como carros vandalizados e multas de estacionamento agravam o descontentamento dos trabalhadores. 

«Muitos já apanharam alguns sustos a fazer o percurso a pé, de madrugada, para se dirigirem aos seus carros estacionados longe, atravessando lugares pouco iluminados e desertos», alertou.

Garantiu que os trabalhadores vão continuar a insistir nesta bandeira de luta, uma vez que «querem uma solução». «Há várias ideias em cima da mesa e estamos abertos a outras, mas queremos sensibilizar o aeroporto para esta situação», concluiu.

Comunicados das Comissões de Trabalhadores lembram que a empresa que gere o aeroporto, a ANA/Vinci, «tem apresentado resultados de centenas de milhar de euros de lucro», sendo os parques de estacionamento do Aeroporto de Lisboa parte dessa receita e acusam ainda o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa de serem «coniventes» com esta situação.

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