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Patrões do Madureira’s escondem Porsches de trabalhadores em protesto

Os trabalhadores despedidos pelas empresas do Grupo Madureira’s continuam a exigir «os direitos devidos», tendo-se mobilizado, esta sexta-feira, frente à porta do restaurante Madureira’s Rio Tinto.

Trabalhadores despedidos pelo Grupo Madureira's em protesto, esta sexta-feira, frente ao Madureira's Rio Tinto (Gondomar) 
Trabalhadores despedidos pelo Grupo Madureira's em protesto, esta sexta-feira, frente ao Madureira's Rio Tinto (Gondomar) Créditos / Sindicato da Hotelaria do Norte

Tratou-se, segundo revelou o Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN), da quinta acção de protesto frente a empresas do grupo, que «se aproveitaram da pandemia» e «fizeram cessar o contrato de trabalho de mais de 50 trabalhadores», não lhes pagando «os direitos devidos».

Na nota enviada à imprensa, a estrutura sindical afirma que a gerência do Madureira’s Rio Tinto, ao aperceber-se da chegada dos manifestantes, «retirou os quatro Porsches de alta gama que estavam estacionados» à porta dos escritórios, em frente ao estabelecimento, de modo que os manifestantes não os vissem.

Na ocasião, foi distribuído um comunicado aos clientes do Grupo Madureira’s e à população, no qual se lembra que o grupo «tem cerca de duas dezenas de restaurantes» e que as suas empresas «vivem uma boa situação económica».

«Nos últimos anos, o Grupo Madureira’s cresceu muito e é bem visível o nível de riqueza dos seus sócios», afirma o texto, para denunciar que as empresas em causa não só se aproveitaram da pandemia para despedir 50 trabalhadores, como não pagaram «qualquer importância a título de indemnização», da mesma forma que «também não pagaram devidamente as férias vencidas, respectivo subsídio de férias e o subsídio de Natal proporcional».

Além disso, refere o documento, as empresas do grupo comprometeram-se a pagar aos trabalhadores valores «muito baixos», tendo feito «um acordo de pagamento em 12 prestações», pelo que há trabalhadores «a receber pouco mais de 40 euros mensais».

Apesar de o sindicato já se ter reunido com as empresas do grupo por diversas vezes no Ministério do Trabalho, estas recusam-se a pagar as diferenças reclamadas, afirma o documento ontem distribuído, destacando que «ninguém deve enriquecer à custa da exploração dos trabalhadores».

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