|Hotelaria e Restauração

Hotel de Vila Real encerra e deixa trabalhadores na rua

A sociedade Miraneve, que explorava três estabelecimentos de hotelaria e restauração, deve subsídios de férias e de Natal e cinco meses de salário a todos os trabalhadores, denuncia sindicato. 

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A direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (Fesaht/CGTP-IN) reuniu-se esta sexta com os actuais oito trabalhadores despedidos da firma Miraneve. 

O sindicato observa que esta sociedade, que explorava um hotel, um restaurante e uma loja em Vila Real, já empregou mais de 20 trabalhadores, que, entretanto, se foram despedindo devido ao incumprimento dos seus direitos por parte da empresa, estando a correr processos no Tribunal do Trabalho.

«O sócio-gerente encerrou o hotel e o restaurante dia 7 do corrente, depois de em Agosto ter encerrado o estabelecimento do centro comercial e não pagou os direitos aos trabalhadores», denuncia, através de comunicado.

A estrutura sindical afirma que a empresa deve o subsídio de férias e o subsídio de Natal de 2020, bem como os salários de Junho a Outubro de 2021 a todos os trabalhadores, estando em falta também «o subsídio de alimentação nas férias, feriados e férias de anos que remontam a 2017». Entretanto, o modelo enviado aos trabalhadores para requererem o subsídio de desemprego «não foi recepcionado pela Segurança Social por estar mal preenchido».

O sindicato informa que voltou a denunciar a situação à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e apresentou queixa-crime por encerramento ilícito, tendo solicitado ainda uma reunião urgente ao Ministério do Trabalho com a presença da Miraneve e da empresa de transportes Rodonorte, que é a senhoria dos estabelecimentos.

A estrutura sindical critica a ACT por «nunca» ter actuado de acordo com as suas atribuições e competências, salientando que, se assim não fosse, esta situação teria sido evitada. 

«Todos sabiam que a empresa não respeitava minimamente a lei e que continuava a laboral em situações precárias e recorrendo ao trabalho ilegal», lê-se na nota.

De acordo com o sindicato, os trabalhadores acusam o gerente da sociedade de «desviar verbas para enriquecimento pessoal e para abertura de outros estabelecimentos», sendo esta uma «prática habitual» no sector.

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