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Panificadora de Fiães encerra sem aviso

Trabalhadores de uma panificadora de Fiães, no concelho de Santa Maria da Feira, estão em vigília à porta da empresa que os empregou dezenas de anos e que fechou sem fazer qualquer comunicação.

Créditos / Pixabay

Em causa está a empresa Panificação Valinhos que, no distrito de Aveiro, integra seis trabalhadores, alguns com 32 anos de antiguidade, e produz cerca de 9000 pães e outros produtos alimentares por dia.

Mário Valinho é um desses funcionários, que em declarações à Lusa disse: «Estamos nesta situação desde terça-feira, quando chegámos às 22h30 à empresa para trabalhar e demos com as portas fechadas, sem receber nenhuma informação até agora».

Segundo o também porta-voz dos trabalhadores, os contactos com os sócios maioritários da empresa foram infrutíferos. «Ninguém nos disse nada e, mesmo quando fomos a casa de uns, escorraçaram-nos de lá», declarou, acrescentando que o advogado da gerência remete qualquer esclarecimento só para a próxima semana.

«O sindicato [de Hotelaria do Centro] diz que temos que continuar a vir todos os dias para a empresa como se fôssemos pegar ao serviço normalmente e nós temos estado aqui ao relento, à porta, entre as 22h30 e a 1h», disse Mário Valinho. 

Em publicação nas redes sociais, o Sindicato de Hotelaria do Centro (CGTP-IN) informou que os trabalhadores irão decidir em reunião com o sindicato o que fazer face às cartas de rescisão de contrato que receberam hoje da empresa.

As três carrinhas transportadoras da panificadora continuam paradas junto às instalações e, «como a gerência não aparece na empresa desde domingo, já andaram a entregar encomendas sem guias de transporte», explicou Mário Valinho.

De acordo com os trabalhadores, nenhum equipamento industrial terá sido, no entanto, removido do local e também não há salários em atraso, «embora ninguém saiba se vai receber ou não por esta semana em que as portas estão fechadas».

Com Jornal de Notícias

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